Uma visão sobre gestão condominial



Artigo publicado no dia: 00/00/0000

Iniciamos nosso artigo, lembrando aos síndicos e conselheiros, condôminos e outros que pretendem ou que atuam na área de administração de condomínios que aproveitem todas as oportunidades possíveis para adquirirem conhecimentos específicos sobre gestão de condomínios.

Quero lembrar também que, em se tratando de gestão, para se realizar uma administração eficaz e de resultados positivos, o gestor precisa, antes de tudo, ser um líder e ter “foco”. Um grande problema da gestão condominial é que as pessoas que compõem o condomínio não sabem exatamente o que estão buscando e o que devem fazer prioritariamente. Isto porque o gestor (síndico) também não tem foco, nem objetivos ou metas claras. Assim, não há como definir prioridades, e às vezes são realizadas ações que não são essenciais em detrimento de outras mais importantes. 

Na verdade, quase todos se esquecem que o condomínio nasce da união de pessoas, desde a incorporação até a Assembleia Geral de instalação, onde um grupo de pessoas se associou espontaneamente ao adquirir suas unidades autônomas (apartamentos, salas, etc). 

Neste momento, surge a necessidade de um líder que promova a cumplicidade e parceria de lealdade e respeito entre todos. A importância da liderança dos síndicos nos condomínios está presente no art. 1.348, II do Código Civil que diz que ele deve: “representar, ativa e passivamente, o condomínio praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns”. 

Para entender a autoridade do líder, basta conhecermos a origem da palavra “autoridade”, que deriva do latim “auctoritas”, que por sua vez vem de “auctor”, derivado de “augere”, que significa “fazer crescer”.  

Assim, o líder, e quem deseja ser líder, deve se lembrar que seu principal papel é fazer seus liderados crescerem e participarem de forma compartilhada em  busca de objetivos comuns e resultados que atendam à coletividade. 

No contexto dos condomínios, o gestor precisa administrar para as pessoas que ali vivem e não para aquelas as quais gostaria de conviver, uma vez que cada indivíduo tem suas expectativas que precisam ser administradas em razão do bem comum. 

É por isso que a imagem de líder é sempre comparada a de um maestro de uma orquestra. Embora ele, na orquestra, não toque instrumento algum, a sua autoridade está em conseguir fazer com que cada músico dê o máximo de si para que o concerto seja espetacular. O síndico, assim como um maestro, precisa manter um diálogo aberto com todos os moradores, condôminos ou não, pois, como na orquestra, ninguém pode falhar, nem deixar de colaborar ou de participar com seus conhecimentos.

Até o próximo.

Por: José Maria Braz Pereira - consultor de condomínios

Fonte: Revista O Síndico edição 32

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