Condomínio x empresa



Artigo publicado no dia: 24/09/2016

Falando em condomínio...

CONDOMÍNIO X EMPRESA

por José Maria Braz Pereira

 

Vamos iniciar uma série de artigos onde abordaremos a GESTÃO DE CONDOMÍNIO que deve ser tão profissional quanto a de uma EMPRESA, pois o funcionamento de uma ou de outra depende do uso da AUTORIDADE entendida como uma referência para o adequado andamento e para a saúde do funcionamento da coisa, segundo a identificação de metas decorrentes de sua razão de ser.


O exercício da autoridade está ligado aos elementos indispensáveis da competência pessoal, do carisma, do caráter moral e da responsabilidade que tem de PROVER, PROMOVER, SUSTENTAR e fazer acontecer as ações. Autoridade nada mais é que um serviço prestado com ética. Incontestáveis são o sentido, o alcance e a necessidade de autoridade moral, como força viva criando condições para que as metas de cada tempo sejam atingidas. Quer empresário ou síndico, é preciso saber usar de forma ética o seu cargo a fim de conseguir resultados que tornem a empresa ou o condomínio uma organização sustentável, com ambiente harmônico onde todos possam cumprir seu dever e revindicar seus direitos. Para isso precisam se preparar, ou seja, ter conhecimentos e atitudes profissionais.


A diferença maior entre gerenciar uma empresa e um condomínio está no uso de seus recursos. Na empresa, o capital (recursos financeiros) é formado pelos seus proprietários, visando resultados positivos para sua perenidade tendo como objetivo o lucro. Já no condomínio, por ser uma instituição de “domínio de mais de um” e sem fins lucrativos, as despesas são rateadas mensalmente entre todos, e o síndico não pode resolver de forma centralizada. Na verdade, na atual fase da administração moderna, não se comporta mais quem não trabalhe como uma equipe, onde cada um sabe suas funções. 


O planejamento para reduzir os maus resultados precisa responder a três perguntas: O QUE FAZER? COMO FAZER? PARA QUE FAZER? Neste contexto, o trabalho do síndico é mais complexo em função de não ser ele o dono do capital, tendo que respeitar a Assembleia como autoridade de decisão. Vale lembrar a necessidade de se convocar Assembleias Específicas para tomar providências, com exceção de execução de obras urgentes que possam resultar em falta de condições de habitação. 


Numa situação de descontrole financeiro, a empresa pode recorrer a instituições financeiras inclusive com juros subsidiados, enquanto o condomínio tem que recorrer aos condôminos que às vezes não estão em condições de atender à TAXA EXTRA naquele momento. Para que não faltem recursos financeiros, a empresa ou o condomínio precisa de gerentes que estabeleçam uma rotina atuando com planejamento, previsão e controle.


Vamos continuar nos próximos artigos este assunto, lembrando a necessidade de profissionalizar as gestões condominiais, sendo que, para tanto, os síndicos dispõem de cursos. E como a lei permite que o síndico transfira suas funções a pessoas (físicas ou jurídicas) de sua confiança, há de se recorrer às administradoras que prestam assessoria permanente ou às consultorias que atendem demandas específicas (exemplo: assessoria para uma assembleia que tenha assunto polêmico). 


Até o próximo!

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