Condomínio do Edifício Santa Cruz Shopping



Entrevista publicada no dia: 19/01/2015

Ele afirma que gosta do “chão de fábrica”, ficando atento a todos os detalhes. Sua administração é focada em três pilares: pessoas, energia elétrica e água. Gosta de inovar e demonstra preocupação com a sustentabilidade. Foi pensando assim, mas também com o objetivo de economizar, que investiu na implantação de placas para a captação de energia solar e passou a utilizar lâmpadas superled. Parte de sua inspiração vem de longas viagens de motocicleta que costuma fazer ao lado de amigos por países da América do Sul. O síndico do condomínio do Santa Cruz Shopping, Luciano Rodrigues Sobrinho, é o entrevistado da edição de janeiro/fevereiro da revista “O Síndico”. Ele é responsável por gerir o que considera ser o maior condomínio comercial da região. São 360 lojas, 903 vagas de garagem e 200 vagas rotativas.

 

O Síndico: Você assumiu a função de síndico do condomínio do Santa Cruz Shopping em 2012. Qual era a sua proposta inicial e quais os resultados que você conseguiu?

Luciano Rodrigues Sobrinho:A nossa proposta inicial era a reorganização do shopping. Conseguimos um resultado satisfatório na parte de funcionários e também na parte de organização do escritório. Hoje, a gente consegue gerar boleto online e de qualquer lugar do mundo é possível pagar a taxa. Quando entramos, o boleto era feito em máquina de escrever. Tivemos um avanço significativo também na parte de economia de água. Tínhamos um desperdício muito grande e começamos a usar a tecnologia para combatê-lo. Nosso consumo é da ordem de 80 mil litros/dia e nossa conta girava entre R$ 23 mil e R$ 26 mil. Hoje, fica na faixa de R$ 12 mil a R$ 14 mil. Minha ideia é essa: [economizar] um pouquinho aqui, um pouquinho ali. Por isso que as pessoas ainda vão ver mais obras do que temos atualmente. Acho que os condôminos estão vendo. Estamos indo para três anos sem aumento de condomínio. Em relação ao cliente, ele também percebe as mudanças, sejam em banheiros melhores, sofás confortáveis, sessenta bancos espalhados pelo shopping, o que não existia antes, 450 megas de internet wi-fi divididos nos três pavimentos e free. Também decoramos o shopping com vasos de plantas.

 

Você afirma que a sua administração como síndico é baseada em três pilares. Quais são eles?

O primeiro deles é gente. Não se faz nada sem equipe, sem pessoas. Nós, no Brasil, muitas vezes olhamos só um jogador de futebol, esquecendo que é o time que ganha. Começamos olhando pelos funcionários. Depois, começamos a olhar a energia, um gasto alto e parte dele desnecessário. Hoje, temos 40% menos de gasto com energia do que quando entramos. O outro pilar é a água, que é um bem finito. Já estamos pensando em captar água da chuva para reutilizá-la. São esses os três grandes pilares: pessoas, energia elétrica e água.

Um desses pilares teve especial atenção na sua gestão, a energia elétrica. Todas as lâmpadas do Santa Cruz Shopping foram substituídas pelo modelo superled. Além disso, foram instaladas placas para captação de energia solar.

Gostaria que você falasse um pouco mais sobre esse pilar.

Vamos passar por grandes mudanças no Brasil em relação à energia. Nós já estamos nos preparando para isso. O sol fornece energia abundantemente e investimos na geração de energia solar já prevendo aumentos na conta. Com esse investimento, esses aumentos não vão significar quase nada, já que estamos começando a reduzir o nosso consumo. Estamos gerando energia solar e jogando ela para dentro do shopping. Já temos uma área sustentável atualmente com a utilização da energia fotovoltaica. Em relação às lâmpadas de superled, sua utilização teve impacto direto na manutenção, que teve redução de 80% a 90%. Hoje, não temos mais que nos preocupar com pessoal para trocar lâmpada. Além disso, o consumo também diminuiu muito. Atualmente, 98% do Santa Cruz Shopping é iluminado com lâmpadas superled.

E quanto representou de redução no consumo a instalação das lâmpadas superled e a das placas de captação deenergia solar?

Só com a substituição das lâmpadas tivemos uma redução de R$ 20 mil por mês. Em relação à energia solar, ainda temos menos de 30 dias de instalação e, por isso, não temos uma base para comparar. Mas, no mês passado, mais de 900 watts foram gerados, o que representa economia de quase R$ 500.

E quanto foi investido nas placas?

Como nós mesmos fizemos - sou formado em eletrônica - saiu por menos da metade do preço. Por isso, o investimento foi a preço de custo, totalizando R$ 59 mil. Acreditamos que conseguiremos economizar R$ 1800 por mês. Com isso, o investimento deverá ser pago em 30 meses ou um pouco mais.

Outro aspecto que você investiu foi na arrecadação com publicidade...

Por estarmos no centro da cidade e por sermos procurados pelas pessoas pelo consumo, porque não vender espaços? Várias empresas renomadas começaram a investir com a gente e hoje não querem mais sair daqui. E essas empresas estão trazendo renda. Atualmente, arrecadamos cerca de R$ 30 mil em publicidade mensalmente.

Você é um gestor que afirma que gosta do ‘chão de fábrica’. Está atento a tudo que acontece aqui, Luciano?

Sim. Gosto de vir aqui domingo, sábado, segunda de madrugada... Não tenho hora certa para estar aqui. Por causa disso as pessoas também não sabem a hora que eu chego e cada um procura trabalhar da melhor maneira.

Para a gente encerrar, você é motociclista e gosta de viajar pela América do Sul com seus amigos. Qual a importância que essas viagens trazem para você como gestor?

Um passarinho dentro da gaiola fica triste. Solta ele e você o verá muito mais vibrante. Acho que as pessoas têm que viajar para poder olhar as coisas de uma maneira diferente. Se você não mudar sozinho, o tempo faz você mudar.

Ele afirma que gosta do “chão de fábrica”, ficando atento a todos os detalhes. Sua administração é focada em três pilares: pessoas, energia elétrica e água. Gosta de inovar e demonstra preocupação com a sustentabilidade. Foi pensando assim, mas também com o objetivo de economizar, que investiu na implantação de placas para a captação de energia solar e passou a utilizar lâmpadas superled. Parte de sua inspiração vem de longas viagens de motocicleta que costuma fazer ao lado de amigos por países da América do Sul. O síndico do condomínio do Santa Cruz Shopping, Luciano Rodrigues Sobrinho, é o entrevistado da edição de janeiro/fevereiro da revista “O Síndico”. Ele é responsável por gerir o que considera ser o maior condomínio comercial da região. São 360 lojas, 903 vagas de garagem e 200 vagas rotativas.

O Síndico: Você assumiu a função de síndico do condomínio do Santa Cruz Shopping em 2012. Qual era a sua proposta inicial e quais os resultados que você conseguiu?

Luciano Rodrigues Sobrinho:A nossa proposta inicial era a reorganização do shopping. Conseguimos um resultado satisfatório na parte de funcionários e também na parte de organização do escritório. Hoje, a gente consegue gerar boleto online e de qualquer lugar do mundo é possível pagar a taxa. Quando entramos, o boleto era feito em máquina de escrever. Tivemos um avanço significativo também na parte de economia de água. Tínhamos um desperdício muito grande e começamos a usar a tecnologia para combatê-lo. Nosso consumo é da ordem de 80 mil litros/dia e nossa conta girava entre R$ 23 mil e R$ 26 mil. Hoje, fica na faixa de R$ 12 mil a R$ 14 mil. Minha ideia é essa: [economizar] um pouquinho aqui, um pouquinho ali. Por isso que as pessoas ainda vão ver mais obras do que temos atualmente. Acho que os condôminos estão vendo. Estamos indo para três anos sem aumento de condomínio. Em relação ao cliente, ele também percebe as mudanças, sejam em banheiros melhores, sofás confortáveis, sessenta bancos espalhados pelo shopping, o que não existia antes, 450 megas de internet wi-fi divididos nos três pavimentos e free. Também decoramos o shopping com vasos de plantas.

Você afirma que a sua administração como síndico é baseada em três pilares. Quais são eles?

O primeiro deles é gente. Não se faz nada sem equipe, sem pessoas. Nós, no Brasil, muitas vezes olhamos só um jogador de futebol, esquecendo que é o time que ganha. Começamos olhando pelos funcionários. Depois, começamos a olhar a energia, um gasto alto e parte dele desnecessário. Hoje, temos 40% menos de gasto com energia do que quando entramos. O outro pilar é a água, que é um bem finito. Já estamos pensando em captar água da chuva para reutilizá-la. São esses os três grandes pilares: pessoas, energia elétrica e água.

Um desses pilares teve especial atenção na sua gestão, a energia elétrica. Todas as lâmpadas do Santa Cruz Shopping foram substituídas pelo modelo superled. Além disso, foram instaladas placas para captação de energia solar.

Gostaria que você falasse um pouco mais sobre esse pilar.

Vamos passar por grandes mudanças no Brasil em relação à energia. Nós já estamos nos preparando para isso. O sol fornece energia abundantemente e investimos na geração de energia solar já prevendo aumentos na conta. Com esse investimento, esses aumentos não vão significar quase nada, já que estamos começando a reduzir o nosso consumo. Estamos gerando energia solar e jogando ela para dentro do shopping. Já temos uma área sustentável atualmente com a utilização da energia fotovoltaica. Em relação às lâmpadas de superled, sua utilização teve impacto direto na manutenção, que teve redução de 80% a 90%. Hoje, não temos mais que nos preocupar com pessoal para trocar lâmpada. Além disso, o consumo também diminuiu muito. Atualmente, 98% do Santa Cruz Shopping é iluminado com lâmpadas superled.

E quanto representou de redução no consumo a instalação das lâmpadas superled e a das placas de captação deenergia solar?

Só com a substituição das lâmpadas tivemos uma redução de R$ 20 mil por mês. Em relação à energia solar, ainda temos menos de 30 dias de instalação e, por isso, não temos uma base para comparar. Mas, no mês passado, mais de 900 watts foram gerados, o que representa economia de quase R$ 500.

E quanto foi investido nas placas?

Como nós mesmos fizemos - sou formado em eletrônica - saiu por menos da metade do preço. Por isso, o investimento foi a preço de custo, totalizando R$ 59 mil. Acreditamos que conseguiremos economizar R$ 1800 por mês. Com isso, o investimento deverá ser pago em 30 meses ou um pouco mais.

Outro aspecto que você investiu foi na arrecadação com publicidade...

Por estarmos no centro da cidade e por sermos procurados pelas pessoas pelo consumo, porque não vender espaços? Várias empresas renomadas começaram a investir com a gente e hoje não querem mais sair daqui. E essas empresas estão trazendo renda. Atualmente, arrecadamos cerca de R$ 30 mil em publicidade mensalmente.

Você é um gestor que afirma que gosta do ‘chão de fábrica’. Está atento a tudo que acontece aqui, Luciano?

Sim. Gosto de vir aqui domingo, sábado, segunda de madrugada... Não tenho hora certa para estar aqui. Por causa disso as pessoas também não sabem a hora que eu chego e cada um procura trabalhar da melhor maneira.

Para a gente encerrar, você é motociclista e gosta de viajar pela América do Sul com seus amigos. Qual a importância que essas viagens trazem para você como gestor?

Um passarinho dentro da gaiola fica triste. Solta ele e você o verá muito mais vibrante. Acho que as pessoas têm que viajar para poder olhar as coisas de uma maneira diferente. Se você não mudar sozinho, o tempo faz você mudar.

Fonte: Revista O Síndico - Ed. 06

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