Orçamento: a base da gestão condominial

31 ago | 2 minutos de leitura

ESCRITO POR: Sergio Paulo da Silva
Sócio da Indep Auditores Independentes, perito contábil, auditor contábil CNAI e membro da Comissão de Contabilidade Condominial do CRC/RJ


Muito se fala das prestações de contas condominiais, entretanto, essa importância inquestionável muitas vezes oculta um aspecto igualmente crucial: o orçamento, considerando ser ele a base de tudo. Não raramente, o orçamento é relegado a um papel secundário, contrariando sua verdadeira relevância, visto que constitui a base para a arrecadação, visando o rateio das despesas planejadas.

Como Auditor, é difícil alcançar a lógica de que, em uma Assembleia Geral Ordinária (AGO), a pauta costumeiramente se organiza da seguinte forma: 1) Deliberação e aprovação das contas do período; 2) Deliberação e aprovação do orçamento; e, finalmente, 3) Eleição do síndico. Este último, ao assumir o cargo, herda um orçamento que lhe foi preparado por terceiros, mas pelo qual ele se torna responsável em sua execução.

Além dessa complexidade, há a forma de elaboração do orçamento em si, que, muitas vezes, envolve a apresentação e defesa de um percentual de reajuste durante a assembleia, com base em dados aparentemente cabalísticos, e a contraposição dos presentes segue a mesma linha, inclusive com comparações desconexas e que carecem de coerência.

Uma vez aprovado o orçamento, novos desafios surgem, a começar pelos grupos de contas que, com algumas exceções, não guardam sintonia com o plano de contas das administradoras, que por sua vez preparam e entregam relatórios mensais de prestação de contas, dificultando ou mesmo inviabilizando o acompanhamento orçamentário de forma efetiva, prejudicando a identificação precoce de variações relevantes, ou até mesmo exigindo a necessidade de convocação de uma nova assembleia para ajuste orçamentário.

Como percebemos, o orçamento é uma ferramenta primordial para a gestão financeira. Ele é capaz de identificar imprecisões nas avaliações, tanto no viés do excesso, quanto da insuficiência, o que, por sua vez, proporciona um embasamento sólido para decisões mais assertivas.

Concluímos então que o monitoramento contínuo do orçamento se insere no ciclo financeiro condominial.  Isso não apenas confere maior confiabilidade à apresentação de necessidades de reajuste em assembleia, como também permite a avaliação de eventual excesso de arrecadação. A valorização do orçamento como pilar central de uma administração condominial eficaz é fundamental para garantir a saúde financeira e a tomada de decisões de forma embasada.


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