Invista em você mesmo

12 mar | 2 minutos de leitura

ESCRITO POR: José Maria Braz Pereira


Ainda sem saber quando termina a pandemia, vamos dar seguimento ao nosso artigo anterior pois, após esta fase, não seremos o que fomos, nem tão pouco o que somos. Sabemos que teremos que buscar nos adaptar aos novos tempos e a missão de gestor (síndico) nada mais será do que analisar as realidades.

Aprendamos com Inácio Dantas que nos ensina: “invista em você mesmo, especialize-se numa profissão. Se há alguém que pode ser fiel e lhe dar retorno, esse alguém é você. Faça-se por si mesmo. Se os outros são “bons”, porque você não pode ser melhor”.

Vamos falar um pouco do nosso “eu”, para que aprendamos a entender e fazer das informações, conhecimentos. O nosso “eu” pode e deve se inventar. A nossa tendência é encontrar culpados para nossos erros ou insucessos e até mesmo por nossa falta de atitude.

É verdade que, desde os primórdios da civilização humana, culpamos pais, chefes, a sociedade e o ambiente. Ainda que fatores externos contribuam para nossos comportamentos, ninguém é mais responsável por eles do que nós mesmos.

A verdade é que não escolhemos o passado, mas podemos escolher o futuro. Com base na Teoria da Inteligência Multifocal, vamos verificar estudos sobre os papéis fundamentais do “eu”, onde, a qualquer momento, podemos direcionar uma nova agenda, e sair de meros espectadores a protagonistas da nossa própria história.

Nosso “eu”, que representa a liberdade e a capacidade de agir, pode, e muitas vezes deve, se reinventar. Pois quem se reinventa tem uma qualidade: reclama pouco e age muito. Outra virtude de quem se reinventa é a capacidade de atribuir menos carga aos demais, de assumir as responsabilidades e, consequentemente, tem mais capacidade para se superar, e maior êxito nos trabalhos compartilhados, pois tem sempre a disposição de ver o que é, onde está e aonde quer chegar.

“Quem se reinventa tem uma qualidade: reclama pouco e age muito”

Não conhecer sua própria história é como ser um navegante sem rumo, conduzido pela vida, e não condutor dela. Reafirmamos que um gestor (síndico) de qualidade pilota sua mente e sabe que o destino frequentemente não é inevitável, mas uma questão de escolha. Sabe que não existe sorte, e que a capacidade de agir diante das oportunidades é que faz o sucesso acontecer.

Outro aspecto de se reinventar está relacionado à capacidade de trabalhar em grupo, compartilhando o serviço, sem arrogância ou pré-julgamentos e reciclando sua autossuficiência na busca de habilidades de relacionamentos profissionais e sociais. Precisamos aprender a perder para que possamos sair da masmorra da mesmice.

Daí a importância de aprender a dizer “não”, quando necessário, e também aprender a negociar quando preciso. Não podemos viver sem valores, cada um por si. Precisamos cultivar valores, convivendo, vivendo a justiça, respeitando as pessoas, caminhando juntos, valorizando e participando da comunidade, construindo um ambiente sempre melhor, onde a autoridade é conquistada e não imposta.

Até o Próximo!

FONTE: Revista O Síndico – Edição 43


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