Por um sindicato mais forte

13 mar | 6 minutos de leitura
Márcio Tavares tem investido na comunicação do sindicato para a mobilização da categoria
Márcio Tavares

Na segunda edição do ano de 2020, “O Síndico em Revista” entrevista Márcio Tavares, que há dois anos está à frente do Sindicato dos Condomínios de Juiz de Fora e Zona da Mata Mineira (Sindicon). Com experiência de uma década no meio sindical, ele optou por assumir o desafio de comandar o sindicato ao saber que o Sindicon estava perto de encerrar suas atividades. Passado esse momento inicial, atualmente a sua luta é para sensibilizar síndicos e condomínios para a importância de a categoria ter um representante que lute pelos interesses dela. Para isso, investe em uma melhor comunicação. Faz planos, entre eles, para a realização de um evento em parceria com a Lógica Comunicação e revista O Síndico, ainda guardado em sigilo.

Inicialmente, como é o seu histórico de participação em sindicatos?

Sou formado em Administração de Empresas e tenho convivência no meio sindical há uma década atuando em negociação de Convenções Coletivas de Trabalho nas cidades de Juiz de Fora, Barbacena, São João Del Rei, Viçosa, Cataguases e Ubá. Como dirigente, sempre procurei tomar decisões precisas e lidar com improvisos no dia a dia, buscando, também, acompanhar as mais diferentes pautas e reivindicações para que possa prever possíveis mudanças no cenário condominial.

E como chegou à presidência do Sindicon?

Fiquei sabendo, através de um amigo, que o Sindicon iria encerrar suas atividades na sede de Juiz de Fora e, por ser síndico do meu condomínio, senti a necessidade de a categoria continuar tendo um representante para poder lutar pelos interesses dos síndicos e condôminos. Então, conseguimos reunir com as pessoas que já estavam à frente da diretoria anterior para nos inteirar do funcionamento do sindicato e, posteriormente, montamos uma chapa para assumirmos o Sindicon. Contamos também com a boa vontade da presidente que na época ocupava o cargo para que pudéssemos dar continuidade ao seu trabalho, lutando pelos interesses dos síndicos.

Qual situação você encontrou ao assumir o Sindicon?

A diretoria nos passou o sindicato na situação em que estava e demos continuidade ao trabalho, colocando em prática a nossa experiência. Hoje, já temos uma sede, alugada, bem montada para receber os nossos associados e oferecer as prestações de serviços, como  assessoria jurídica gratuita, convênios e parcerias com empresas que oferecem descontos nos seus produtos. Também fizemos investimentos em comunicação, tais como e-mail, site e o jornal “Informe Síndico”, o que facilita a comunicação com os síndicos, tanto para receber como para enviar informações de interesse geral.

Você entrou em um assunto que seria a próxima pergunta. Como você vê a importância da comunicação para o sindicato?

Sabemos que a comunicação, atualmente, é muito importante, e temos usado as redes sociais para comunicarmos com os síndicos e as administradoras de condomínios. Também fazemos esse contato através de e-mail, do site, de WhatsApp e pelo nosso jornal “Informe Síndico”, que é bimestral, disponível nas versões impressa e on-line, para que o nosso associado possa conhecer melhor o sindicato e os serviços oferecidos, pesquisarem diversos assuntos voltados aos condomínios e trocarem experiências. Inclusive, estamos montando um cadastro de prestadores de serviços em condomínios para publicarmos no site. Então, solicitamos aos síndicos que nos enviem os contatos dos profissionais capacitados que atuaram em seus condomínios. Temos o compromisso de mostrar o nosso trabalho com maior transparência, confiança e credibilidade, além de oferecer agilidade no atendimento e informação imediata.

Está em vigor na CCT o auxílio odontológico para os condomínios disponibilizarem aos funcionários e aos familiares deles. Como funciona esse benefício oferecido pelo sindicato?

Com relação ao plano odontológico, oferecemos o Programa de Assistência à Saúde Dental do Trabalhador – PRODENTE, destinado a todos os integrantes da categoria profissional, bem como aos seus familiares. O plano odontológico é mantido pelos empregadores e pelas entidades sindicais convenentes. O empregador, obrigatoriamente, contribui mensalmente com a quantia de R$ 36 por trabalhador. Este plano também foi estendido aos síndicos associados ao Sindicon e dependentes. Os beneficiados têm se mostrado satisfeitos com os serviços prestados pela clínica. Para que o síndico associado possa usufruir do plano odontológico, basta comparecer ao Sindicon e pegar uma autorização. Temos realizado acompanhamento, visitando a clínica conveniada e verificando como andam os atendimentos. Iniciamos uma conversa para oferecer o plano médico, assunto que se encontra em estudos para o próximo ano.

Como você avalia a negociação de reajuste salarial 2020 feita junto ao Sindedif?

Após seis reuniões com o Sindedif, chegamos a um acordo para que a CCT/2020 fosse aprovada. Tivemos alguns pontos discordantes, tais como índice de aumento solicitado, aumento do percentual de horas extras, adicional noturno, aumento significativo do ticket alimentação, sendo que o principal ponto de discordância foi a solicitação para se acabar com a prestação de serviços terceirizados. Conforme o entendimento do TST [Tribunal Superior do Trabalho], esta solicitação só terá validade se colocada na CCT, como já ocorre em várias cidades de São Paulo. Após muita argumentação, não concordamos com o pedido. Ficou definido aumento salarial de 5%, e o ticket passou para R$ 140. O convênio odontológico ficou em R$ 36 e a taxa negocial patronal em R$ 215. Gostaria de destacar a importância do sindicato patronal nas negociações para que a categoria dos síndicos tenha um representante que defenda os seus interesses, não permitindo o aumento dos custos para os condôminos, pois sabemos que a cada mês as despesas tendem a aumentar.

Nossa última entrevista da revista destacou a importância de uma prestação de contas muito bem feita. Como você tem trabalhado essa questão?

Temos o compromisso de mostrar o nosso trabalho com transparência e comprometimento. Para isso, seguimos o estatuto, ou seja, fazemos a prestação de contas do Sindicon convocando reuniões periódicas com os membros do Conselho Fiscal, apresentamos planilhas detalhadas de receitas e despesas, as quais são analisadas detidamente pelos conselheiros para aprovação ou não do conteúdo. Temos o auxílio de um profissional de contabilidade, que é responsável pelos documentos e livros exigidos por Lei e pelo estatuto.

Quais são os seus próximos planos à frente do Sindicon?

Temos mais planos para 2020, como realização de cursos, congressos e novos convênios, entre outras iniciativas, além de um evento que estamos elaborando, juntamente com a revista “O Síndico”, que, com certeza, irá trazer uma alegria muito grande para os síndicos de Juiz de Fora. Mas, para que tudo isso aconteça, precisamos contar com o apoio dos síndicos no pagamento da taxa negocial patronal, que é de suma importância para a sobrevivência do Sindicon.

FONTE: Revista O Síndico – Edição 37


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