A inadimplência nos condomínios segue sendo um desafio

25 jun | 1 minuto de leitura
Segmento condominial vem experimentando momentos distintos no que se refere aos números de inadimplência

Durante esta lamentável pandemia da covid-19, o segmento condominial vem experimentando momentos distintos no que se refere aos números de inadimplência e, por consequência, às medidas de combate e de recuperação de crédito.

No início da pandemia, especialmente quando foi decretado o primeiro isolamento social rígido aqui em nosso estado, ainda em 2020, constatou-se um aumento nos índices de inadimplência e, portanto, uma redução nos valores recuperados em prol do ente condominial. Isso ocorreu, principalmente, pela incerteza de futuro gerada nas pessoas diante do momento caótico que se iniciava.

Os índices de recuperação de crédito passaram a voltar à normalidade quando as medidas de incentivo passaram a ser implementadas, como pode-se citar o auxílio emergencial e o auxílio ao setor empresarial com a possibilidade de suspensão dos contratos de trabalho. Tais medidas geraram fôlego e esperança na sociedade, que refletiram no aumento e/ou estabilidade da condição de pagamento das pessoas.

“Diga-se de passagem, o próprio segmento condominial, em sua maioria, atuou diretamente nessas políticas de incentivo também, seja não efetivando aumento nas taxas condominiais, seja adotando campanhas de incentivo ao pagamento”, diz Wellington Sampaio, diretor jurídico da Associação das Administradoras de Condomínios do Estado do Ceará (Adconce).

Importante mencionar que o segmento de cobrança, seja interno ou terceirizado, diante de todo este contexto, também atuou como auxílio importante dos condomínios e, o principal, promoveu mudanças na forma de abordagem dos inadimplentes e alterações de melhorias nos meios tecnológicos que estavam no procedimento de recuperação de crédito.

Com o fim dessas medidas de incentivo, já vem se percebendo um impacto na condição de pagamento das pessoas, sendo altamente necessário, portanto, que todos os envolvidos neste setor, inclusive o Poder Público, possa atuar diretamente nas políticas de incentivo e nas medidas de auxílio, para que os efeitos gerados pela pandemia possam ser minimizados e, consequentemente, o setor condominial possa manter seus índices de inadimplência sob controle.

FONTE: Diário do Nordeste


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