Mulheres na gestão de condomínios: desafios e vitórias

25 mar | 2 minutos de leitura
No que se refere à área condominial, as diferenças entre homens e mulheres ainda se fazem presentes

No dia 8 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher, um dia que celebra as lutas e o reconhecimento pelas conquistas das mulheres. Muita coisa mudou nas últimas décadas, no entanto, no mundo do trabalho, os números ainda deixam a desejar. De acordo com a pesquisa “Estatística de gêneros: indicadores sociais das mulheres no Brasil”, divulgada recentemente pelo IBGE, o número de mulheres em cargos de liderança caiu. Elas ocupam, hoje, 37,4% dos cargos gerenciais, percentual inferior ao registrado na edição anterior, em que ocupavam 39,1% desses postos de trabalho.

Gestoras de condomínios

No que se refere à área condominial, as diferenças entre homens e mulheres ainda se fazem presentes, apesar de elas buscarem, cada vez mais, seu empoderamento por meio de capacitação. Conforme relata Rosely Schwartz, professora, pesquisadora e consultora condominial, quando começou a dar aulas de administração de condomínios, na década de 1990, a presença de alunos era expressivamente maior: apenas 20% representavam as alunas. “Hoje as mulheres já compõem, em média, 54% do corpo discente. Mas, mesmo assim, ainda há preconceito quando a gestão é realizada por elas”, conta Rosely.

As síndicas são submetidas a padrões mais rigorosos de avaliação. “Para serem respeitadas, as mulheres precisam apresentar resultados melhores do que os homens. E, quando falamos de síndicas mais jovens, essa exigência torna-se ainda mais acentuada”, alerta a professora.

Como consequência do preconceito enfrentado por síndicas, quando as mulheres “contra-atacam”, normalmente são classificadas como autoritárias, agressivas e menos agradáveis do que os síndicos, de acordo com Rosely. Por outro lado, quando demonstram sensibilidade emocional e empatia, podem ser percebidas como menos competentes.  “Já quando se comportam como um homem, mostrando dominância, ambição e racionalidade, são rotuladas de forma negativa”, acrescenta.

O que fazer para reverter o preconceito

Para mudar a situação, é essencial que a mulher busque cada vez mais capacitação e conhecimento das diversas áreas que envolvem a administração condominial. “Não é preciso que domine todas as áreas que fazem parte da gestão de condomínios, ampla e multidisciplinar, mas que saibam onde buscar a informação necessária para que tenham mais segurança e tranquilidade nas decisões a serem tomadas”, aconselha a docente. Contar com a parceria de uma administradora comprometida com o cumprimento de todas as exigências legais, bem como ter um zelador ou gerente predial qualificado, são quesitos que fazem a diferença.

Preparar-se para receber comentários inadequados ou discriminatórios também contribui para manter o equilíbrio e propiciar confiança para a gestora. “Nada de bater boca com aqueles que se manifestem de maneira preconceituosa. Mantenha a calma e mostre resultados”, adverte. “Muitas se tornam líderes carismáticas, sem precisar se impor pela hierarquia, apenas pela qualidade do trabalho desenvolvido”. Ainda de acordo com a docente, a gestão feminina nos condomínios traz, via de regra, a humanização, o detalhamento e mais transparência, questões fundamentais para o sucesso da administração.

FONTE: O Condomínio


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