Recarga dos Carros Elétricos: Desenho de Mercado

O brasileiro é apaixonado por carros. Mas, por ser uma tecnologia disruptiva, não dá para pensar no mercado dos veículos elétricos com a mesma mentalidade do veículo à combustão. 

Levantamento de vendas globais de carros elétricos entre 2012 e 2021.

Panorama do mercado

As vendas globais estão aumentando ano a ano, mas o Brasil ainda está atrasado em relação aos principais países. No entanto a tendência é que com a queda dos preços e o início da produção nacional, os carros elétricos passem a ganhar casa vez mais destaque nas ruas brasileiras. 

O Mercado para veículos elétricos no Brasil começou com as classes mais altas, as grandes empresas e nas grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, mas a tendência daqui para frente é de uma maior pulverização desses números. 

Vai faltar energia para os carros elétricos ??? 

Temos energia sobrando no Brasil. São 200 GW (giga Watts) de potencial de geração com uma demanda máxima de 102 GW e ainda assim por curtos períodos, quando há ondas de calor na maior parte do país. E nossa matriz elétrica é das mais limpas do mundo, com 85 % da Energia gerada através de fontes renováveis. Com tudo isso, temos uma grande vantagem competitiva em relação à maioria dos países. 

Classificação dos Veículos Elétricos 

Podemos classificar o mercado dos veículos elétricos em 3 grandes grupos: 

  1. Transporte comercial: veículos pesados, como caminhões e ônibus e até mesmo pequenos veículos de carga. 
  2. Transporte pessoal: individual ou familiar, conhecido como carro de passeio. 
  3. Pequenos veículos elétricos: motos e bicicletas elétricas e suas variações. 

Quando nos referirmos aos automóveis individuais e familiares, de passeio, vamos usar o termo carro elétrico. E quando falarmos de uma forma geral, dos três grandes grupos vamos nos referir à veículos elétricos. 

No grupo de pequenos veículos elétricos como motos e bikes não haverá maiores problemas quanto ao carregamento. Eles transitam, em sua maioria, num raio curto e serão recarregados em casa mesmo, com baixa potência, não requerendo grandes esforços ou investimento em infraestrutura. 

Os veículos pesados, destinados ao ramo dos transportes, deverão ter sua rede própria de recarga, normalmente dentro das garagens das empresas, com transformadores dedicados, quilometragem diária bem definida e, portanto, recarga planejada, dentro das próprias empresas e dificilmente recorrerão aos eletropostos comerciais. 

Maiores preocupações, portanto, terão os veículos de uso individual e familiar, os carros elétricos. 

Recarga residencial 

Nas habitações unifamiliares, as casas tradicionais, o proprietário do carro elétrico não encontrará dificuldades para carregar seu veículo a qualquer hora, sem precisar modificar sua rede elétrica, usando recarga lenta, com corrente de 16 amperes e potência de 3,5 kW. No máximo poderá ter alguma restrição no uso simultâneo com o chuveiro elétrico ou se sua rede for monofásica, em 127 Volts. Mesmo para recarga de 32 amperes e 7 kW, pouca adaptação será necessária. 

O drama dos Condomínios 

Já nos Condomínios residenciais há o problema da simultaneidade da recarga, que poderá sobrecarregar a rede elétrica do Condomínio, fazendo o disjuntor geral desligar e deixar todos os moradores sem energia. 

Antes mesmo de começar a instalar carregadores, o Condomínio precisar fazer a Análise Energética da sua rede elétrica. Esse estudo, também chamado de Diagnóstico Energético, deve ser feito por um Engenheiro com formação na área elétrica e especialista em medições elétricas. Todo o cuidado deve ser tomado com a venda casada. Quem vende ou instala carregadores não deve fazer o Estudo Energético, pois há conflito de interesses. 

A Análise Energética definirá quantos carros elétricos poderão ser carregados de forma simultânea em cada faixa de horário, com segurança, sem sobrecarregar a rede elétrica, com ou sem restrição da potência da recarga (tempo de carregamento mais lento). 

Mudança de paradigma

A tendência é que a maioria dos proprietários de carros elétricos deixe o seu veículo carregando durante a noite, mesmo em carga lenta e não tenha problemas em rodar bastante no dia seguinte. Ou carregue apenas o necessário, durante outros horários, sem chegar aos 100% da bateria, apenas para atender sua necessidade diária. Isso a um custo em torno de R$ 0,96 por kWh. Já quando precisar viajar ou tiver alguma urgência, aí sim recorrerá a um eletroposto externo. 

Em Belo Horizonte (MG), por exemplo, uma empresa está instalando eletropostos pagos com potência de 50 kW, suficiente para carregar 100 % da bateria dos modelos de carros elétricos atuais em cerca de 30 minutos e cobrando R$ 2,10 pelo kWh. 

Segundo informações, o investimento da empresa nesses eletropostos de 50 kW é de 600 mil reais por estação de recarga. 

Outros eletropostos com maiores potências já estão em funcionamento pelo Brasil, com tempos de recarga menores e consequentemente tarifas maiores, já que o investimento inicial também será maior e o serviço melhor, ou seja, mais rápido. 

Posto de combustível para carros elétricos.

Um novo desenho de mercado 

Tudo isso já mostra como deve ser o desenho desse novo mercado, em que o proprietário do carro elétrico escolherá entre a economia da recarga doméstica ou o maior custo,  com o menor tempo da recarga. 

Vemos então que o atual modelo de venda de combustíveis, em que o produto (teoricamente) é igual ou muito parecido e o consumidor busca o menor preço dentro do seu raio de deslocamento será substituído por um novo desenho de mercado, em que serão considerados planejamento ou urgência e menores tempos de recarga com maiores tarifas.

 

FONTE: Adriano Pascoal graduou-se em Engenharia Elétrica, com Ênfase em Eletricidade Industrial, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, onde também lecionou na Faculdade de Engenharia entre 2006 e 2012. É Consultor e Palestrante em Gestão Energética desde 2011, com diversos Diagnósticos Energéticos realizados, principalmente em Indústrias, Hospitais e Condomínios e Autor do Livro Gestão da Energia Elétrica em Sistemas de Baixa Tensão.

SINTEAC promove, no dia 25 de julho, o “Bate-papo com Síndicos”

Foto de Sérgio Felix presidente do SINTEAC | Revista Síndico JF
Para Sérgio Félix, presidente do SINTEAC, o evento pretende auxiliar síndicos e administradores de condomínios a efetuarem contratações mais assertivas.

Com objetivo de levar conhecimento aos síndicos e administradores de condomínios, que atuam como responsáveis contratantes e fiscais de contrato, tendo em vista a terceirização dos serviços prestados nos condomínios, o Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Asseio e Conservação de Juiz de Fora (SINTEAC-JF) promove, no dia 25 de julho, o “Bate-Papo com Síndicos”. O evento, totalmente gratuito, será realizado às 18h30, no Serrano Hotel.

“Pretendemos abordar, junto ao nosso público-alvo, a legislação que rege nossa categoria, de modo que síndicos e administradores consigam fazer contratações e fiscalizações mais assertivas e, consequentemente, que o trabalhador não seja prejudicado”, destaca o presidente do SINTEAC, Sérgio Félix. Dessa forma, ele destaca a importância de se escolher uma boa conservadora, o que gera impactos diretos na gestão condominial.

Segundo Sérgio, a motivação para a realização do evento deve-se às constantes ocorrências de casos em que os condomínios sofreram sanções por indisciplina ou incompetência de empresas que deixaram de cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho, assim como a necessidade de se conhecer melhor os postos de serviços que fazem as contratações. “O ‘bate-papo’ é importante para se criar um networking, realizar troca de ideias e deixar o canal do sindicato sempre aberto.”

Sobre a possibilidade de realização, futuramente, de outros eventos como esse, o presidente do SINTEAC destaca que “a prestação de serviços em condomínios é um dos segmentos dos trabalhadores que o SINTEAC representa, portanto, em se tratando de representatividade dos trabalhadores, cremos que esse evento é uma grande ação voltada para tal representação. Esse deve ser o primeiro de próximos encontros.”

As inscrições para o “Bate-papo com Síndicos” são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone do sindicato, (32) 3218-7127, e por meio da plataforma Sympla.

Confira e programação

  • 18h30 – “Welcome Coffee”
  • 19h – Abertura com o presidente do SINTEAC, Sérgio Félix | Palestra conduzida pelo coordenador jurídico do SINTEAC, Dr. Rodrigo Gabriel
  • 20h – Palestra com o instrutor e especialista em Segurança Pública, Tenente Daniel Gonçalves Pereira
  • 21h – Encerramento

 

Saiba o que esperar do Bate-Papo com Síndicos

“Os participantes podem esperar temas referentes à Responsabilidade Subsidiária do Condomínio, como saber se o que está pagando cobre a integralidade de salários, benefícios, FGTS, taxas sindicais e impostos; saber a situação trabalhista de cada empresa – não somente através de CNDT, mas também em volume de ações; consulta ao sindicato para se orientar sobre direitos e deveres do tomador de serviços e da prestadora de serviços; exigir certidão de regularidade na entidade sindical; observar a discrepância de valores entre uma proposta e outra, buscando observar todo o custo com a manutenção do trabalhador. Além disso, ter conhecimento de que o pagamento a uma empresa não idônea pode acarretar em custas vultuosas sobre o condomínio, como despesas trabalhistas, custas processuais e honorários advocatícios. Vamos destacar, ainda, a importância de uma advocacia preventiva olhando para o prisma de investimento e não do custo, a cautela com orientações de contadores e conhecimento básico sobre acordo e Convenção Coletiva de Trabalho.”

Palestrante Dr. Rodrigo Gabriel – coordenador jurídico do SINTEAC

 

“Pretendo relembrar, de forma breve, o Código Civil e a lei 10.406, que estabelece normas jurídicas para os síndicos. A partir de então, vamos destacar a importância de o síndico conhecer seus colaboradores. Isso porque, durante os cursos que ministro para agentes de portaria, esses profissionais me reportam sobre a ausência do síndico para resolver determinadas questões no condomínio. Por vezes, o colaborador sabe resolver, mas não tem aval do síndico, não tem autonomia. Outro ponto a ser abordado diz respeito à importância de o síndico conhecer toda a estrutura do local onde atua, a fim de que exerça melhor sua função. Minha intenção é incentivar que síndicos passem a pensar conforme o porteiro. Muitas vezes, ele está no topo da pirâmide e se acostuma a pensar em coisas muito grandes, considerando que já tem quem cuide de coisas mais simples. A função de síndico requer muito tempo e conhecimento, mas, por vezes, ele não se atenta ao básico. Além disso, vamos destacar a importância de o síndico entender as diferenças entre os tipos de condomínios e ter acesso às novas tecnologias de segurança disponíveis no mercado.”

Palestrante Daniel Gonçalves Pereira – Especialista em Segurança Pública

 

SERVIÇO – Bate-papo com Síndicos

  • Data: 25 de julho de 2024 (quinta-feira)
  • Horário: 18h30 às 21h
  • Local: Serrano Hotel – Rua Santa Rita 399, Centro, Juiz de Fora, MG
  • Inscrições gratuitas: Sympla (clique aqui e acesse)
  • Público-alvo: Síndicos, sub-síndicos, conselheiros, gestores condominiais e administradores de condomínios
  • Informações: (32) 98839-0843

Saiba mais em @sindico.jf  e @sinteacjf_e_regiao

 

Fonte: Equipe Síndico JF