Invictus: A Expertise de Grandes Centros agora em JF

A liderança compartilhada entre Thiago e Alice é um dos grandes diferenciais.

A Invictus nasceu em 2017, da busca de um serviço mais flexível e adaptável.

A gestão de um condomínio é uma tarefa complexa, que exige atenção constante a múltiplos detalhes — da limpeza e manutenção à segurança de cada morador. Em um mercado cada vez mais competitivo, a busca por parceiros que ofereçam soluções completas e de alta qualidade é a chave para o sucesso. É com essa proposta que a Invictus Segurança e Facilities inicia suas operações em Juiz de Fora, trazendo consigo uma bagagem de sucesso e inovação de grandes centros urbanos, como o Rio de Janeiro.

“Nosso propósito seria atender as demandas conforme cada cliente, nada engessado, mas sim, modelado conforme a necessidade. Nosso padrão seria essa adaptação a cada novo contrato”, explica Alice Coutinho, que fundou a empresa com seu marido Thiago Coutinho em 2017. Essa visão, lapidada por anos de atuação em metrópoles, consolidou a empresa com uma reputação de excelência e confiabilidade.

Conexão Pessoal e Profissional

A decisão de expandir para Juiz de Fora não foi apenas estratégica, mas também profundamente pessoal. Nascidos e criados na cidade, o casal Coutinho identificou oportunidades únicas. Eles perceberam que o mercado local valoriza os mesmos princípios que formam a espinha dorsal da Invictus: treinamento, capacitação, e valorização da mão de obra. O que a cidade pode esperar, portanto, é um serviço que eleva o padrão, com colaboradores que não apenas executam tarefas, mas que representam profissionalismo e segurança.

O grande diferencial, segundo Thiago, é a integração de soluções. Enquanto os serviços de facilities — como limpeza, manutenção predial, portaria e jardinagem — garantem a eficiência operacional, a segurança patrimonial atua para proteger o que é mais valioso. A união desses dois pilares permite uma gestão centralizada, otimizando custos e garantindo que cada aspecto do condomínio seja cuidado por uma única empresa de confiança.

Inovação e Transparência

A Invictus vai além do convencional. A empresa aposta na tecnologia para oferecer transparência e agilidade. “Utilizamos a supervisão online, onde o contratante e todos os usuários podem acompanhar as atividades registradas em nosso aplicativo. Isso traz transparência e agilidade tanto na comunicação quanto nos ajustes operacionais”, destaca Alice. Essa inovação não só facilita a rotina do síndico, mas também gera uma sensação de segurança e tranquilidade, um ponto de contato direto e instantâneo com a operação.

Essa paixão por inovação é um dos pilares do Grupo Invictus. Thiago Coutinho, com orgulho, revela que a empresa é pioneira mundialmente no lançamento de um aplicativo de gestão e monitoramento, a Escoltech, que hoje se consolidou como um negócio próprio e de sucesso. Essa expertise tecnológica reflete a seriedade com que a Invictus aborda o mercado, sempre buscando soluções que realmente façam a diferença.

Valores Inegociáveis 

Mais do que uma empresa, a Invictus é um negócio familiar. A liderança compartilhada entre Thiago e Alice é um dos grandes diferenciais. “Conseguimos unir complementaridade e alinhamento de propósito”, explica Thiago. Essa gestão humana e profissional se reflete em todos os aspectos da empresa, inclusive na forma como lidam com seus colaboradores e na visão de futuro.

Thiago e Alice têm uma visão clara para Juiz de Fora: “Acreditamos na capacidade da cidade em se reinventar, em se abrir para novos negócios, novas propostas, ideias tecnológicas”. Eles estão prontos para provocar mudanças, elevando a qualificação de todo o mercado de facilities e segurança e construindo relações de confiança baseadas em valores sólidos.

Para a Invictus, o sucesso não se mede apenas pelo faturamento, mas pela capacidade de manter a integridade, de transformar a vida das pessoas e de contribuir para a comunidade. Como patrocinadores de atletas e de projetos sociais, eles demonstram que seu papel vai muito além dos muros dos condomínios.

Se você busca um parceiro que combine a experiência e a estrutura de uma grande empresa com o toque humano e a inovação que o seu condomínio merece, a Invictus Segurança e Facilities está pronta para te atender.

Av. Barão do Rio Branco, 3.500, 2º andar, Passos, Juiz de Fora – MG

(32) 9989-0069

@invictusgrupo.oficial

 

Fonte: Revista O Síndico Edição 61

Confira a 62ª edição da revista O Síndico

A Edição 62 da revista O Síndico acaba de sair e está repleta de assuntos interessantes ao ramo condominial. Quer saber as matérias desta edição? Então se liga:

Editorial:

Um Novo Ciclo de Conquistas e Conexões 

Encerramos 2025 com o sentimento de dever cumprido e a alegria de celebrar 20 anos de trajetória do Grupo O Síndico. Foi um ano marcante, de retomada e consolidação. Trabalhamos com a energia renovada e com o entusiasmo de quem acredita no poder da comunicação e da união para fortalecer o setor condominial. Em duas décadas de história, seguimos firmes no propósito de informar, conectar e valorizar quem faz a diferença na vida em condomínio. 

Este ano, conquistamos avanços significativos. A aprovação da Lei Municipal que institui o Dia do Síndico e do Administrador de Condomínios, proposta pelo vereador Marlon Siqueira e sancionada pela prefeita Margarida Salomão, é um marco para toda a categoria. Outra iniciativa relevante foi a Lei Lixo Zero, que começará a transformar práticas de gestão ambiental nos condomínios da cidade — passos que mostram a evolução e a responsabilidade do setor perante a sociedade. Também foi um ano de grandes parcerias. Agradeço profundamente aos nossos anunciantes e parceiros, que acreditam no nosso trabalho e tornam possível levar informação de qualidade à comunidade condominial por meio da revista, do site e das redes O Síndico em revista sociais. 

Um reconhecimento especial aos síndicos, administradores e empresas que nos acompanham e confiam em nossas plataformas. Nada disso seria possível sem a dedicação e o talento da nossa equipe de jornalistas, designers, social media, profissionais de produção e consultores, que trabalham com criatividade e compromisso para fazer cada edição, postagem e projeto do Grupo O Síndico acontecer. A cada um deles, o meu mais sincero agradecimento. E à AacondoJF, nossa parceira na realização do Dia do Síndico e da FeicondJF, o nosso reconhecimento pela união de forças e pela contribuição incansável ao fortalecimento do setor. 

Olhamos para 2026 com entusiasmo e novos desafios. Planejamos projetos em sustentabilidade, comunicação online e offline e marketing digital, ampliando o alcance das marcas que confiam em nós e o atendimento ao nosso setor. Contamos com as empresas parceiras e com vocês, síndicos, para seguirmos inovando e crescendo juntos. Enquanto nos preparamos para o próximo ano, o calendário de 2025 ainda reserva um encontro imperdível: convidamos você a participar do 15º Dia do Síndico e da 2ª FeicondJF, que acontecerá em 29 de novembro. Será um dia de grandes palestras, debates práticos, vitrine de negócios e networking — uma oportunidade única para atualizar-se, trocar experiências e fortalecer laços com quem faz a gestão condominial acontecer. Não perca: participe, traga sua equipe e venha construir conosco soluções reais para o dia a dia dos condomínios. O portal sindicojf.com.br se renova também com novos colunistas, que chegam para ampliar o debate técnico e a troca de experiência sobre os desafios da gestão condominial. 

E, para fechar este ciclo com chave de ouro, esta edição especial traz temas que refletem o dinamismo e a transformação do nosso segmento: a administração humanizada na era da Inteligência Artificial, a adequação das garagens à nova diretriz nacional para recarga de veículos elétricos, a obrigatoriedade do responsável técnico químico em piscinas, a segurança contra furtos de cabos elétricos, e uma entrevista exclusiva com o Dr. Vander Andrade, que fala sobre a profissionalização e o futuro da gestão condominial. Aproveite a leitura, inspire-se e venha participar do Dia do Síndico — juntos faremos de 2026 um ano ainda mais inovador, unido e próspero!

Andrea Castilho
Editora revista O Síndico e CEO SíndicoJF Mídias Digitais

 

SUMÁRIO

➡️Artigo Lázuli Administração humanizada na Era da Inteligência Artificial

➡️Recarga de Veículos Elétricos Como adequar garagens à nova diretriz de segurança contra incêndio

➡️Segurança Como agir para prevenir furtos de cabos de energia em Juiz de Fora

➡️Tratamento Químico da Água Nova resolução exige responsável técnico para piscinas em condomínios

➡️Dr. Vander Andrade fala de capacitação, tecnologia e tendências na gestão em entrevista

➡️Impacto Administradora investe em capacitação e eleva empresa a novo patamar

Ficou curioso? Então acesse já a versão digital pelo link.

Já a versão impressa, circula em Juiz de Fora gratuitamente com tiragem de 4.000 exemplares por edição.

Fonte: Equipe SíndicoJF

Impacto: Responsabilidade a Serviço do Condomínio

 

O sucesso da Impacto é a personificação da visão profissional de suas fundadoras, Christiane Ferraz e Cíntia Furtado.

A Impacto Administradora busca estar de acordo com a legislação para o melhor atendimento. A gestão de condomínios em Juiz de Fora, uma cidade que pulsa com edifícios residenciais e comerciais, além de associações, exige uma abordagem que vai além da simples administração de rotinas. Em um mercado dinâmico e cada vez mais regulamentado, a excelência se traduz na combinação de expertise técnica, agilidade operacional e uma genuína preocupação com o bem-estar das pessoas. É neste cenário que a Impacto Administradora de Condomínios se consolida como uma referência, moldando um novo padrão de atuação que prioriza a capacitação, a busca por chancelas e a humanização do atendimento.

Christiane contadora, formada em Direito e detentora da chancela Síndico Cinco Estrelas.

O sucesso da empresa é a personificação da visão de suas fundadoras, Christiane Ferraz e Cíntia Furtado. Com formações acadêmicas robustas e uma visão estratégica aguçada, elas perceberam, há mais de 15 anos, uma lacuna no mercado local. Além da formação em Contabilidade que ambas possuem, Christiane – também formada em Direito e detentora da chancela Síndico Cinco Estrelas, e Cintia – com MBA em Gestão Empresarial,  identificaram que o setor era marcado por processos lentos e por uma forte desconexão em relação às necessidades reais dos síndicos e prestadores de serviço. A empresa orgulha-se de atender 114 clientes, dos quais mais de 50% estão com a Impacto há mais de 10 anos, um testemunho da confiança e da qualidade dos serviços prestados.

A Impacto nasceu, portanto, para ser a resposta a essas dores.

“Na época, percebemos alguns pontos negativos nas administradoras, especialmente na forma como tratavam os prestadores de serviço”, relata Christiane.

“O prestador ia ao condomínio, executava o trabalho e demorava muito a receber o pagamento, já que as administradoras só efetuavam repasses em dias específicos da semana. Nós decidimos adotar uma política diferente: priorizar o pagamento aos prestadores de serviço.”

Essa filosofia simples, porém transformadora, de honrar compromissos com agilidade, permitiu à Impacto construir uma rede de parcerias sólidas e confiáveis, garantindo que seus condomínios nunca ficassem desassistidos.

Segredo do Sucesso

A força da Impacto Administradora revela-se em sua estrutura multidisciplinar, reflexo direto da sólida experiência profissional de suas sócias. A empresa disponibiliza um portfólio completo de 

soluções voltadas às diferentes demandas dos síndicos, evidenciando que uma administração condominial de excelência deve ser integral, contemplando as dimensões financeira, jurídica e de gestão.

 

  • O Coração Contábil: A contabilidade é a base da Impacto. Com registro individual no Conselho Regional de Contabilidade de Minas Gerais (CRCMG) para cada uma das sócias, além do registro institucional da própria empresa, a Impacto reforça a relevância de uma gestão financeira transparente e tecnicamente rigorosa. “Na administração condominial, muitas vezes as pessoas esquecem de engrandecer o papel do contador”, destaca Cíntia. “É ele quem realiza os cálculos, assina os balanços e garante a regularização do condomínio junto aos órgãos públicos.” Essa expertise assegura que todos os demonstrativos financeiros da Impacto sejam elaborados, assinados e atestados por contadoras habilitadas, um diferencial que transmite segurança e credibilidade inquestionáveis.
  • O Amparo Jurídico: A atuação de Christiane Ferraz, com sua formação em Direito e sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), oferece um pilar de segurança jurídica para todos os condomínios clientes. “Acabei de fazer um curso de Especialização de Recuperação Patrimonial, Recuperação de Crédito,” destaca Christiane, demonstrando o compromisso com a busca por soluções eficazes para as demandas financeiras mais sensíveis. A presença de uma advogada na linha de frente garante que todas as ações e decisões administrativas estejam em conformidade com a legislação vigente, minimizando riscos e conflitos.
  • A Busca pela Excelência na Gestão
    Complementando os pilares contábil e jurídico, a formação de Cíntia, com MBA em Gestão Empresarial, garante que a Impacto atue com processos otimizados e estratégias modernas. A capacitação contínua é um princípio que norteia a empresa. “A capacitação profissional precisa ser constante”, destaca Cíntia. “O mercado condominial é extremamente dinâmico, está sempre trazendo novidades e mudanças na legislação. Se não nos atualizarmos, ficamos para trás. Nosso compromisso é acompanhar essa evolução para transmitir credibilidade e segurança aos nossos clientes.”

Registro no CRA

A chancela do Conselho Regional de Administração de Minas Gerais (CRA-MG) vai muito além de uma formalidade para a Impacto: ela representa a determinação da empresa em elevar continuamente o nível de sua atuação.

“Entendo que esse registro reforça a credibilidade junto aos nossos clientes e futuros clientes”, afirma Christiane.

“Ao demonstrarmos todas as certificações que possuímos e o nosso empenho constante em estudar e buscar novos conhecimentos, transmitimos que somos profissionais preparados e de confiança para cuidar e gerir um edifício.”

O registro no CRA é um selo de reconhecimento que comprova a capacidade técnica e a adesão às melhores práticas de gestão. Num cenário em que a regulamentação do setor se intensifica e a exigência de qualificação profissional cresce a cada dia, essa chancela representa tranquilidade para o síndico. Ela atesta que a empresa não apenas domina os aspectos operacionais, mas também atua em conformidade com um código de ética e um padrão de excelência reconhecidos nacionalmente. O registro no CRA-MG nº 03-006665/O soma-se a um conjunto robusto de certificações que consolidam a Impacto Administradora como uma parceira de confiança incomparável.

A Missão

Cintia contadora com MBA em Gestão Empresarial.

A filosofia da Impacto é calcada na crença de que a gestão condominial de sucesso é um equilíbrio ponderado entre autoridade técnica e sensibilidade humana.

“Nós somos uma empresa completa, que tem condições de assessorar o síndico em todas as suas demandas,” afirma Cintia.

A empresa entende que por trás de cada boleto e cada assembleia, existem pessoas com necessidades e expectativas únicas.

A equipe da Impacto Administradora se dedica a manter uma comunicação fluida e um atendimento ágil, compreendendo a realidade de cada condomínio. Essa proximidade, aliada à capacidade de resolver problemas de forma rápida e eficaz, constrói uma relação de confiança que vai além do contrato de prestação de serviços. A dedicação em estar em constante atualização é o que permite à Impacto não apenas resolver os problemas do presente, mas também antecipar as necessidades do futuro, garantindo um cotidiano mais tranquilo e organizado para todos.

Com mais de uma década e meia de atuação, a Impacto Administradora de Condomínios se consolida como uma referência em Juiz de Fora, oferecendo soluções que garantem tranquilidade e resultados, sempre com a máxima profissionalização e, principalmente, com uma gestão que valoriza as relações humanas. A empresa se posiciona não apenas como uma prestadora de serviços, mas como uma parceira integral na busca pela excelência na vida em condomínio.

 

Av. Rio Branco, 671 Sl 701 e 702, Manoel Honório, Juiz de Fora/MG
(32) 98866-5549
@admimpactojf

Fonte: Revista O Síndico Edição 61

Entrevista: 20 Anos de Jornalismo Condominial

Andrea Castilho é a visionária do Grupo O Síndico, há 20 anos no segmento condominial. Juiz-forana, jornalista formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pós-graduada em Comunicação Empresarial, a filha de Joaquim Augusto de Castilho, um pioneiro na administração de condomínios em Juiz de Fora, é CEO, fundadora da Revista O Síndico e do Síndico JF Mídias Digitais, com portal de notícias na internet e as redes sociais do grupo. Andrea também se destaca como promotora de eventos e cursos especializados, como o Dia do Síndico, Cursos de Capacitação para Condomínios, Curso de Síndico Profissional, Rodada Condominial de Negócios e Feira de Condomínios, além de ser parceira da Escola de Síndicos. Sua contribuição para o mercado local inclui o papel fundamental na criação da Associação de Administradoras de Condomínios de Juiz de Fora e região. A seguir, acompanhe a entrevista exclusiva.

O Síndico – Como surgiu a ideia de criar o Jornal O Síndico em 2005?

Andrea Castilho – A ideia veio do meu pai, Joaquim Augusto de Castilho, um pioneiro na administração de condomínios em Juiz de Fora. Ele visitou uma feira em São Paulo, a Expo Síndico, e trouxe de lá um modelo de jornal para síndicos que o inspirou. Vendo que eu, sua filha jornalista, estava atuando na área, ele me sugeriu criar algo semelhante aqui na cidade.

O que você pode dizer sobre o desenvolvimento e as dificuldades iniciais do projeto?

O processo era bem arcaico. Lembro que usávamos o Corel para a diagramação e precisávamos enviar o material para uma gráfica rotativa em Petrópolis. A distribuição era um desafio logístico, pois o jornal impresso era entregue na rodoviária e, sem as facilidades de hoje, nós mesmos tínhamos que ir buscá-lo, muitas vezes de madrugada.

Como a família participou desse início do projeto?

Meu pai, mesmo sem formação em Comunicação, atuava como editor e revisava as matérias para garantir a credibilidade. A família já estava envolvida na área, o que ajudou a criar um ambiente colaborativo. Meu tio, por exemplo, também era administrador de condomínios e trabalhava com meu pai, e seu outro irmão, que morava em São Paulo, trabalhava na área imobiliária.

Como a revista o Síndico se transformou e se expandiu para outros canais de comunicação ao longo do tempo?

Com a evolução tecnológica, percebemos que não podíamos ficar apenas no veículo impresso em papel jornal. Por isso, mudamos para o formato de revista com novo projeto gráfico e expandimos para o Síndico JF Mídias Digitais, criando um portal de notícias na internet e usando as redes sociais para alcançar um público mais amplo, oferecendo um conteúdo diversificado. 

Qual foi o papel da revista na comunidade de Juiz de Fora durante esses 20 anos?

A revista foi pioneira e inovadora no mercado. Ela criou um elo de comunicação que não existia antes, interligando síndicos, administradoras e fornecedores. Ela trouxe um senso de comunidade e pertencimento, permitindo que as pessoas se conhecessem e estabelecessem uma rede de contatos.

Como seu trabalho ajudou o setor condominial a crescer na cidade?

No início, o mercado de comunicação era incipiente e a maioria dos profissionais saía da cidade ou buscava agências de publicidade. A revista O Síndico se tornou um veículo de resistência e uma porta de entrada para o setor condominial de Juiz de Fora, funcionando como um registro de sua evolução e uma vitrine para novas empresas e serviços.

Quais os maiores desafios que o grupo enfrenta atualmente, 20 anos depois?

Hoje, o maior desafio é sobreviver em um nicho que tem outras opções de publicidade. No entanto, mantendo nossa identidade e credibilidade, conseguimos ultrapassar essa barreira. Além disso, a distribuição e a impressão são desafios, pois os custos são altos e a tendência global é o digital, mesmo assim, o nosso público continua desejando a revista como veículo de informação e isso nos dá mais gás para continuar. 

Qual o maior objetivo do Grupo O Síndico hoje?

Nosso objetivo é continuar sendo uma empresa estruturada que gere conteúdo informativo e oportunidades de trabalho. Além de sermos um veículo de comunicação, queremos continuar gerando negócios sustentáveis, fazendo a ponte entre nossos parceiros e os clientes que buscam serviços de qualidade.

Do que o Grupo O Síndico se orgulha mais nesses 20 anos de trajetória?

Eu me orgulho de todos os projetos que construímos, especialmente da revista e do nosso site, que foi um sonho realizado. Mas, acima de tudo, me orgulho dos relacionamentos e das amizades que criamos. É muito gratificante ver o impacto que o nosso trabalho tem na vida das pessoas.

Qual a mensagem para o público que acompanha a revista o Síndico?

Gostaria de dizer que o nosso público é a nossa audiência e eles são extremamente importantes para nós. Nossos canais estão completamente abertos para que eles possam nos procurar e trazer suas dúvidas ou sugestões. A participação deles enriquece o nosso trabalho e nos ajuda a manter a nossa atuação conectada com a realidade e a prática do mercado.

A revista tem um papel importante na promoção de eventos. O que você pode falar sobre eles?

Nós somos responsáveis pela promoção de eventos e cursos especializados, como o Dia do Síndico, Cursos de Capacitação para Condomínios, Curso de Síndico Profissional, Rodada Condominial de Negócios e Feira de Condomínios. Além disso, somos parceiros da Escola de Síndicos. A gente se orgulha muito desses eventos, pois durante 13 anos fomos os únicos a realizar algo exclusivo para o segmento na cidade.

Como a revista auxiliou na chegada de novos negócios em Juiz de Fora?

A revista tem funcionado como uma porta de entrada para empresas que querem se estabelecer em Juiz de Fora. Por exemplo, a primeira franquia de minimercado e de portaria remota em condomínios da cidade nos procuraram para entrar no mercado. Acreditamos que nossos canais e eventos lhes trazem visibilidade e credibilidade para se consolidarem no mercado.

O que você pode dizer sobre a importância da credibilidade da revista para os leitores?

A credibilidade é a nossa marca. É o que nos diferencia. É o que faz com que empresas que estão chegando na cidade nos procurem e que empresas já consolidadas na cidade queiram continuar anunciando na revista. Além disso, a credibilidade faz com que o nosso público guarde as edições para consulta.

Você comentou que a revista é um veículo de resistência. O que isso significa?

Significa que, mesmo com os desafios e a evolução para o digital, a revista ainda mantém sua relevância. As pessoas continuam pedindo por ela, tanto os anunciantes quanto os leitores. É uma demanda que vai contra a tendência de migração para o digital, mas que nos mostra que o que fazemos é importante.

Qual o maior aprendizado que você tem nessa jornada de 20 anos?

O maior aprendizado é que a revista é mais do que um meio de comunicação, ela é um elo que interliga pessoas, empresas e profissionais. Ela criou um senso de comunidade. Essa união é muito importante, pois não existiria naturalmente sem o nosso trabalho. É gratificante viver para promover esses encontros.

 

Lei Municipal institui o Dia do Síndico e do Administrador de Condomínios em Juiz de Fora

 

Nova Lei reconhece o papel do setor condominial. Silayne Viccini, vereador Marlon Siqueira, Andrea Castilho e Márcio Tavares

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprovou no dia 23 de setembro o PL 165/25. O Projeto de Lei (PL), de autoria do vereador Marlon Siqueira (MDB), institui o “Dia Municipal do Síndico e do Administrador de Condomínio” na cidade. A data será comemorada anualmente em 23 de novembro e foi incluída no Calendário Oficial de Eventos do Município.

Valorização Profissional

O projeto tem o objetivo de valorizar os síndicos e administradores, sejam eles profissionais ou voluntários. Segundo a justificativa do projeto, a crescente verticalização das cidades e o grande número de pessoas que vivem em condomínios residenciais e comerciais tornaram a atuação desses profissionais fundamental para a boa convivência urbana.

Em Juiz de Fora, a atuação desses gestores é crucial para garantir a segurança, a ordem, a manutenção e o pleno funcionamento das áreas comuns e das estruturas prediais. O vereador Marlon Siqueira destaca que o reconhecimento por meio de uma data oficial não apenas valoriza o trabalho dos síndicos e administradores, mas também promove a conscientização sobre a complexidade da vida em condomínio e a necessidade de qualificação contínua.

A lei também visa proporcionar uma oportunidade para que o poder público e a sociedade discutam o papel do síndico e do administrador de condomínio. Nesse período, a ideia é promover e incentivar a realização de eventos, como capacitações, confraternizações e comemorações para esses profissionais.

Análise das Comissões 

Durante a tramitação nas comissões, o vereador Juraci Scheffer (PT), da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira, justificou a nova lei por dar ao poder público e à sociedade a oportunidade de debaterem o papel de síndicos e administradores de condomínio, que são essenciais para a convivência urbana e por agirem como gestores comunitários:

“Os síndicos e administradores exercem funções complexas e de grande responsabilidade, mediando conflitos, gerindo recursos financeiros, organizando obras e melhorias, garantindo o cumprimento das normas internas e assegurando que o condomínio esteja em conformidade com a legislação vigente”, disse no parecer. 

Por sua vez, o vereador Fiote (PDT), da Comissão de Turismo, viu na data comemorativa um potencial para fomentar o turismo de negócios e eventos na cidade, com a realização de seminários e encontros que podem movimentar os setores de hospedagem, alimentação e comércio.

”Cabe lembrar que o turismo de negócios e eventos (também conhecido como turismo corporativo) constitui um segmento relevante da economia urbana, conforme já reconhecido por políticas públicas nacionais e estaduais”, explica o texto do parecer.

Conexão com o Setor 

A justificativa do projeto também faz menção ao canal de comunicação “O Síndico”, criado em 2005 por Joaquim Castilho (in memoriam) e sua filha, a jornalista Andrea Castilho. O site e a revista do canal mantêm a maioria dos síndicos de Juiz de Fora atualizados e conectados, servindo como uma fonte de informação sobre o universo da vida em condomínio. A aprovação desta lei reforça a importância do trabalho desses profissionais e abre caminho para novas iniciativas que beneficiem todo o setor condominial em Juiz de Fora.

Para a elaboração do PL, representantes da categoria como o Sindicato dos Condomínios de Juiz de Fora e Zona da Mata (Sindicon), a Associação das Administradoras de Condomínio de Juiz de Fora e região (AacondoJF),  e o Grupo O Síndico, foram ouvidos para contribuir para um lei que representasse os ideais do setor.

A nova legislação permite que o Dia Municipal do Síndico e do Administrador de Condomínio seja uma oportunidade para o debate e aprimoramento dessas funções. Para isso, eventos como capacitações e confraternizações serão incentivados e promovidos neste período, visando aprimorar e reconhecer esses profissionais. Essa é uma forma de garantir que eles tenham acesso às informações mais recentes sobre a vida em condomínio, já que precisam se manter atualizados diante do aumento de regulamentações técnicas e obrigações legais.

A Lei foi sancionada pela prefeita Margarida Salomão no dia 09 de outubro.

Confira o texto da Lei 15.213/25 na íntegra.

Fonte: Revista O Síndico Edição 61

 

Nova Lei: O que você precisa saber sobre a Lei Lixo Zero 

A Lei Municipal nº 15.100, de 05/05/2025, instituiu o Programa Lixo Zero em Juiz de Fora. Essa nova legislação traz uma abordagem completa para a gestão de resíduos sólidos, com o objetivo de estimular a coleta seletiva e fortalecer a sustentabilidade.Ao buscar reduzir o lixo destinado a aterros e ampliar a reciclagem, a lei promove mudanças significativas, com impacto direto no setor condominial. A partir de agora, prazos e novas responsabilidades exigem atenção redobrada de síndicos, administradoras e moradores.

A nova lei abriu espaço para o diálogo entre o poder público e a sociedade civil, incluindo a participação de representantes do setor condominial. Durante audiência pública, as preocupações da categoria foram incorporadas ao debate, como destacou a vereadora Kátia Franco (PSB), autora da proposta inicial: “É fundamental ouvir a opinião de quem está diretamente envolvido. Muitas vezes, eu penso de um jeito, outro vereador pensa de outro, o governo tem uma terceira visão… mas é a população, que vive a realidade no dia a dia, quem conhece de fato as dificuldades”, afirmou. Esse processo permitiu que a versão final da lei fosse mais abrangente e alinhada à realidade da cidade.

O que a lei exige dos condomínios?

O ponto central é a obrigatoriedade da separação de resíduos secos recicláveis, como papel, plástico, vidro e metal. O presidente do Sindicato de Condomínios de Juiz de Fora e Zona da Mata (Sindicon), Márcio Tavares, enfatizou que “a destinação correta de lixo reciclável e orgânico em Condomínios é uma condição essencial, pois é uma questão de saúde pública e preservação ambiental”.

Segundo a lei, os prazos de adequação são escalonados de acordo com o porte do condomínio:

  • 18 meses para condomínios com mais de 50 unidades.
  • 24 meses para condomínios com até 50 unidades.

Franciane Pavão, diretora-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb), esclareceu a lógica por trás dos prazos. “Os prazos foram definidos de forma escalonada, levando em conta o porte e a capacidade de adaptação dos diferentes geradores de resíduos”, disse. A meta é garantir um tempo hábil para que todos possam se organizar, promovendo uma transição suave e eficiente.

Desafios e benefícios para os síndicos

Márcio Tavares esteve à frente dos encontros sobre o tema.

Uma das principais preocupações levantadas pelo Sindicon é a adaptação dos condomínios mais antigos, que frequentemente não dispõem de espaço adequado para contêineres e áreas de armazenamento. “Muitos condomínios antigos não têm espaço suficiente para instalar contêineres destinados à separação do lixo reciclável e do orgânico”, ressaltou Márcio Tavares.

Apesar dos desafios, a lei traz inúmeros benefícios. Além de contribuir com a preservação ambiental, a coleta seletiva reduz o volume de lixo enviado para o aterro sanitário e, principalmente, “gera receitas para as Associações de Catadores de reciclável”, como ressaltou Márcio.

A vereadora Kátia Franco destacou a relevância social da medida: “A coleta desses materiais garante o sustento de muitas pessoas e famílias”, afirmou. A nova lei não apenas beneficia o meio ambiente, mas também fortalece a economia local, valorizando o trabalho dos catadores e assegurando uma fonte de renda mais estável para quem depende dessa atividade.

A vereadora Kátia Franco também contribuiu para as discussões.

Por que a lei é importante para os síndicos?

A adesão ao Programa Lixo Zero vai além de uma simples obrigação legal. Para os síndicos, a lei representa uma oportunidade de modernizar a gestão do condomínio e valorizar o empreendimento. A implementação de um sistema eficiente de coleta seletiva demonstra responsabilidade ambiental e atrai moradores cada vez mais conscientes. Além disso, a organização interna dos resíduos pode levar a uma melhor gestão de custos, uma vez que o volume de lixo a ser coletado pelo serviço municipal pode diminuir. Como lembrou a diretora do Demlurb, Franciane Pavão, “o objetivo principal é promover a gestão adequada dos resíduos sólidos no município, ampliando a reciclagem e estimulando a responsabilidade compartilhada entre poder público, empresas e cidadãos”

.

Diálogo aberto e soluções conjuntas

A colaboração entre o setor condominial e o poder público tem sido um pilar fundamental para o sucesso da lei. A vereadora Kátia Franco, que participou ativamente das discussões, destacou a importância das reuniões e da audiência pública da Câmara Municipal de Juiz de Fora realizada em março, com as participações da Associação de Administradoras de Condomínios de Juiz de Fora e região (AACONDOJF) e do Grupo O Síndico, para ouvir as demandas da categoria.

Parceria e conscientização

Para Francine Pavão esse é um passo importante para um futuro mais sustentável.

O Demlurb reconhece o papel crucial dos síndicos na implementação do Programa Lixo Zero. “A parceria dos síndicos nesse processo de implantação do Lixo Zero é fundamental. Os Síndicos serão agentes de transformação, que irão incentivar a conscientização, organizar a coleta seletiva e promover práticas sustentáveis entre os moradores”, destacou Franciane Pavão.

Para auxiliar nesse processo, o Demlurb prevê campanhas de comunicação, que incluem posts, vídeos e panfletagem, para orientar síndicos, administradoras e moradores sobre a correta separação e os prazos legais. As dúvidas sobre a lei podem ser tiradas pelo canal de atendimento Alô DEMLURB, através do telefone (32) 3029-7600.

“Estamos nos sacrificando um pouco para salvarmos as futuras gerações”, disse a vereadora Kátia Franco, incentivando a colaboração de todos. A implantação do Programa Lixo Zero em Juiz de Fora é um passo importante para um futuro mais sustentável, e o sucesso dessa iniciativa depende diretamente do engajamento e da parceria de toda a comunidade condominial.

 

Fonte: revista O Síndico edição 61

 Confira a 61ª edição da revista O Síndico

A Edição Nº 61 da revista O Síndico,  especial em comemoração aos 20 anos do Grupo O Síndico, acaba de sair e está repleta de assuntos interessantes ao ramo condominial. Quer saber as matérias desta edição? Então se liga:

SUMÁRIO

➡️ Boas Práticas: Comissão Estadual de Direito Condominial realiza evento em JF

➡️ Lixo Zero: Nova legislação muda a gestão de resíduos sólidos na cidade

➡️ Biometria Facial: A tendência em segurança que merece atenção redobrada

➡️Conquista: Lei Municipal institui Dia do Síndico e do Administrador em JF

➡️Impacto Administradora: Responsabilidade e gestão profissional a favor do condomínio

➡️Andrea Castilho: 20 anos do Grupo O Síndico é comemorado em entrevista

➡️Grupo Invictus: A expertise dos grandes centros chegou a Juiz de Fora

Ficou curioso? Então acesse já a versão digital pelo link.

Já a versão impressa, circula em Juiz de Fora gratuitamente com tiragem de 4.000 exemplares por edição.

Fonte: Equipe SíndicoJF

Reciclagem em Condomínios: A Lei que Transforma Lixo em Benefícios para Síndicos e Moradores

 

Em um cenário onde a sustentabilidade se torna cada vez mais urgente, uma legislação federal surge como um potente incentivo para transformar a gestão de resíduos em condomínios. A Lei de Incentivo à Reciclagem no Brasil, formalizada pela Lei Federal nº 14.260/2021 e regulamentada em dezembro de 2024 pela Portaria GM/MMA nº 1.250/2024, representa uma oportunidade sem precedentes para síndicos, subsíndicos, administradoras e conselheiros condominiais que buscam inovar e valorizar seus empreendimentos.

Essa nova lei visa impulsionar a indústria da reciclagem em todo o país, promovendo a economia circular e incentivando investimentos em projetos que transformam resíduos em novos produtos. Mas o que isso significa na prática para o seu condomínio, especialmente aqui em Juiz de Fora?

Como a Lei Beneficia o Seu Condomínio?

O grande diferencial dessa legislação é a possibilidade de dedução do Imposto de Renda. Contribuintes, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, podem direcionar parte do valor de seu IR – até 6% para pessoas físicas e 1% para jurídicas – para projetos de reciclagem aprovados. Isso abre um leque de oportunidades para condomínios que já possuem ou planejam implementar iniciativas de gestão de resíduos.

Imagine o seu condomínio recebendo apoio financeiro para modernizar seu sistema de coleta seletiva, investir em composteiras, ou até mesmo desenvolver programas de conscientização e treinamento para moradores e funcionários. Tudo isso é possível sob o guarda-chuva da nova lei.

Condomínios: Protagonistas da Mudança

A boa notícia é que os condomínios podem ser protagonistas nesse movimento. Se o seu condomínio já gerencia seus resíduos de forma apropriada ou tem planos de desenvolver projetos de reciclagem, ele pode se qualificar para receber esses recursos. É uma chance de otimizar custos, agregar valor ao patrimônio e contribuir ativamente para um futuro mais sustentável.

Oportunidades para o Setor Condominial

A operacionalização da lei se dá através da plataforma Transferegov, onde propostas podem ser submetidas. Os projetos devem atender a metas específicas, como:

  • Capacitação e treinamento: para equipes e moradores sobre a importância da reciclagem.
  • Melhoria de infraestrutura: para a coleta, triagem e armazenamento de materiais recicláveis.
  • Responsabilidade compartilhada: ações que envolvam toda a comunidade condominial e empresas parceiras.
  • Aquisição de equipamentos: como lixeiras adequadas, carrinhos de transporte e prensas.
  • Fortalecimento da rede de reciclagem: apoio a cooperativas e associações de catadores locais.
  • Desenvolvimento de novas tecnologias: para otimizar o processo de reciclagem no condomínio.

Os valores que os condomínios podem pleitear variam de R$ 50.000,00 a R$ 8.000.000,00, dependendo do porte e das necessidades de cada empreendimento. As propostas aprovadas passam por uma rigorosa análise técnica, com exigências de prestação de contas e apresentação de resultados, garantindo a transparência e a efetividade dos recursos.

Um Passo à Frente em Juiz de Fora

Para os síndicos e administradoras de condomínios em Juiz de Fora e região, esta é uma excelente oportunidade para se destacar. Ao aderir a projetos de reciclagem incentivados pela lei, o seu condomínio não só contribui para a preservação ambiental, como também pode se tornar um exemplo de gestão eficiente e moderna.

É fundamental que os gestores condominiais busquem informações, participem de workshops e consultem especialistas para entender como se adequar e aproveitar ao máximo os benefícios da Lei de Incentivo à Reciclagem. O futuro da gestão de resíduos em condomínios é agora, e o seu papel é essencial para essa transformação.

O que está sendo feito no Legislativo local

Em 26 de março, a Câmara Municipal de Juiz de Fora realizou uma Audiência Pública para discutir a coleta seletiva e o Programa Lixo Zero. O evento foi solicitado pelas vereadoras Kátia Franco (PSB) e Letícia Delgado (PT) e contou com a presença de representantes do setor condominial, incluindo membros do Sindicato dos Condomínios de Juiz de Fora e Zona da Mata Mineira (SINDICON), a Revista O Síndico, representantes da Prefeitura de Juiz de Fora, Câmara Municipal, associações de catadores de recicláveis, além de outros setores da sociedade civil. Posteriormente, em 05 de maio de 2025, a Prefeita Margarida Salomão sancionou a Lei nº 15.100/2025, que institui oficialmente o Programa Lixo Zero no município. Veja mais informações através do link.

Fonte: Redação SíndicoJF

Entregas em condomínios: Boas práticas para síndicos e entregadores

O aumento de entregas por aplicativos traz novos desafios aos condomínios. Equilibrar segurança, comodidade e relações respeitosas entre moradores e entregadores estão entre eles. A Revista O Síndico ouviu representantes locais e consultou especialistas para compor um panorama, combinando informações jurídicas e relatos de quem convive diariamente com esta realidade.

Os Entregadores

Nicolas Santos, secretário da Associação dos Motoboys, Motogirls e Entregadores de Juiz de Fora (AMMEJUF), destaca a variação no atendimento dos condomínios. Ele relata que, embora a segurança seja uma preocupação legítima, algumas práticas podem atrapalhar significativamente o trabalho dos entregadores.

“Recebemos por entrega”, lembra Nicolas, apontando que processos como revistas pessoais, coleta excessiva de dados ou a exigência indevida de CNH atrapalham o ritmo do trabalho e podem gerar conflitos desnecessários.

Nicolas Santos defende respeito e agilidade nos condomínios: “Recebemos por entrega”.

A AMMEJUF ressalta que o ideal para os entregadores é que o contato para a entrega seja na portaria. “Não temos que entrar no condomínio”, afirma Nicolas, explicando que a permanência na portaria evita conflitos com as regras internas do condomínio, das quais os entregadores nem sempre têm conhecimento. Ele cita como bons exemplos, condomínios que agilizam o processo, com porteiros já cientes dos códigos de entrega e moradores que retiram os pedidos rapidamente.

 

Olhar Jurídico

Revista pessoal e exigência de CNH são abusos — o condomínio deve agir com respaldo legal, alerta Alexandre Franz.

Alexandre Franz Carvalho, advogado especialista em Direito Condominial, reforça que condomínios são ambientes privados e, como tal, podem estabelecer regras para o acesso de pessoas. No entanto, ele é categórico em afirmar que a revista pessoal é prática irregular.

“O condomínio não tem competência para realizar revista. Caso haja suspeita, o correto é acionar a polícia. Já a exigência da CNH para fiscalização também não cabe ao condomínio, sendo válida apenas como documento de identificação, assim como qualquer outro que tenha foto”, explica.

Sobre a coleta de dados para acesso dos entregadores, Alexandre orienta que o uso deve ser cauteloso, e que se limite às informações estritamente necessárias, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), para evitar riscos jurídicos e responsabilizações por dano moral ao condomínio.

Alexandre considera que a padronização de procedimentos e o tratamento respeitoso aos entregadores são as melhores abordagens O advogado enfatiza a importância do apoio jurídico preventivo para os condomínios, salientando que a orientação legal ajuda a evitar problemas e a tomar decisões assertivas.

 

Os Síndicos

Marcelle Andrade aposta no diálogo e soluções criativas para tornar as entregas mais seguras e eficientes nos condomínios.

Marcelle Andrade, síndica e representante da Prisma Administradora de Condomínios, compartilha a perspectiva condominial. Ela observa que a maioria dos condomínios que administra já vem se adaptando à prática de o motoboy não subir às unidades, com os moradores indo até à portaria para buscar suas encomendas.

“Temos conversado com os moradores para aprovar esta regra nas assembleias, inclusive porque sabemos que isso faz a jornada do motoboy ser menos exaustiva”, explica Marcelle.

Ela relata uma solução criativa implementada no Edifício Rossi 360 Home & Business: uma cesta removível foi colocada no elevador para o porteiro ou o próprio entregador colocar o pedido. Isso otimiza o tempo do entregador, evita que a encomenda fique no chão e agrada aos moradores, que não precisam descer. Essa prática funciona de forma ágil em condomínios com portaria e hall de entrada.

A cestinha no elevador virou aliada: agilidade para o entregador, comodidade para o morador.

Nos condomínios com torres, a síndica reforça a importância de implantar a cultura de que o morador desça à portaria para retirar a encomenda, já que os aplicativos de entrega informam o status do pedido, facilitando a logística e otimizando o trabalho dos entregadores, além de aumentar a segurança do condomínio.

A comunicação com os moradores, para Marcelle, deve ser clara. Além de informativos com visual atrativo, ela enfatiza a importância do diálogo e da explicação dos motivos por trás das regras.

“Se você simplesmente fala que o motoboy não pode subir, o morador se revolta. Porém, quando você explica os impactos, e o porquê do motoboy não poder subir, a adesão é maior”.

Soluções Harmoniosas

A necessidade de capacitação dos profissionais de portaria é um ponto de consenso. Tanto Nicolas quanto Marcelle defendem a importância de cursos e orientações que promovam o respeito mútuo e o entendimento das particularidades do trabalho de ambos os lados. 

Para Marcelle, a conscientização dos moradores sobre os benefícios da cultura de o motoboy não subir até à unidade é fundamental. Situações de exceção, como moradores acamados ou com necessidades especiais, podem ser avaliadas pelo condomínio, sem comprometer a regra geral.

Essa união de esforços, aliada ao uso de soluções como as cestinhas de elevador ou até mesmo robôs de entrega que estão surgindo no mercado, apontam para um futuro onde a eficiência e a segurança caminham juntas, tornando a rotina de entregas nos condomínios mais harmônica e funcional.

Projeto de Lei

A regulamentação das entregas em condomínios está em pauta no Congresso Nacional, com a tramitação de projetos de lei que buscam estabelecer regras claras para o serviço. O PL 592/2024 propõe diretrizes específicas para serviços de delivery em condomínios residenciais e salas comerciais, garantindo o direito de consumidores com necessidades especiais solicitarem a entrega em áreas internas, desde que respeitadas as normas de segurança. O projeto também proíbe que o consumidor exija a entrega diretamente na porta do apartamento ou escritório. 

Já o PL 1286/2024 trata da organização das entregas de produtos e mercadorias em condomínios residenciais. Ambos os textos estão apensados ao PL 583/2024, que visa consolidar a legislação sobre o tema, promovendo mais clareza e segurança jurídica na gestão dessas operações.

Diante da ausência de uma lei federal específica sobre o tema, a definição de regras claras no regimento interno do condomínio é crucial. Essas normas devem ser aprovadas em assembleia e detalhar a política de entregas, seja autorizando ou não a entrada de motoboys.

Fonte: revista O Síndico Edição 60

Confira a galeria de fotos da Jornada Porter 2025 em Juiz de Fora

Juiz de Fora recebeu o evento da Jornada Porter 2025 do Group Porter, em maio. Tendo como proposta oferecer a síndicos, administradores de condomínios e demais profissionais do setor um momento com oportunidades de trocas, aprendizado e descobertas, o evento foi realizado na Estação São Pedro, reunindo um público expressivo.

Confira abaixo a galeria de fotos do evento:

 

« of 2 »

Desafios e Soluções da Eletromobilidade em Condomínios

Infraestrutura de recarga começa a ganhar espaço nos condomínios e valoriza o patrimônio.

Desafios e Soluções da Eletromobilidade em Condomínios

Jonatan, da Picard Energy, alerta: instalação segura exige estudo técnico e profissional habilitado.

A ascensão dos veículos elétricos não é mais uma tendência distante, mas uma realidade em expansão no Brasil e no mundo

Com a chegada de novas montadoras e a crescente produção local, a expectativa é de que os preços dos carros elétricos tornem-se mais acessíveis, impulsionando ainda mais essa modalidade de transporte. Nesse cenário, a infraestrutura de recarga em condomínios, surge como um ponto importante no processo da transição energética, trazendo consigo desafios e oportunidades para síndicos e moradores.

A popularização dos carros elétricos já se reflete no aumento da demanda por instalações em Juiz de Fora e região. Jonatan Cancino Bretas, técnico em Eletrotécnica da Picard Energy, empresa especializada nesse tipo de instalação, revela que a procura por orçamentos e serviços teve um aumento considerável este ano em comparação com 2024. “Nossa demanda aumentou em 44% em relação ao ano passado, no período de janeiro a maio”, afirma Bretas, destacando o aquecimento do mercado.

 

Adequação Urgente

A instalação de carregadores para veículos elétricos é um passo fundamental para a modernização dos condomínios. Além de proporcionar liberdade de escolha aos moradores, contribui para um ambiente mais sustentável e agrega valor ao patrimônio, tornando os imóveis mais atrativos e preparados para o futuro.

No entanto, essa modernização vai muito além de “puxar uma tomada”. Exige planejamento, estudo técnico aprofundado, investimento e gestão. Mario Souza, síndico profissional da Gomes e Souza Administradora de Condomínios, que administra 84 condomínios, enfatiza: “Uma deliberação dessas o síndico não pode assumir sozinho. Então nós levamos o tema para uma assembleia. Tendo a aprovação do condomínio, o próximo passo é dos moradores interessados procurarem uma empresa responsável”, explica.

Os Riscos 

Um dos maiores alertas dos especialistas é sobre os riscos de instalações inadequadas. “É como se fosse uma instalação de chuveiro mal feita. Se é feita uma instalação de forma incorreta, a tendência é que ele queime a resistência ou pegue fogo gerando um problema”, explica Jonatan. 

O técnico lembra ainda que o carro elétrico tem um tempo mínimo de carga muito além dos 20 minutos médios de duração de um banho. “Um carro elétrico fica, no mínimo, uma hora e meia carregando. Imagine o quanto o cabo de energia vai esquentar por conta disso. Se você não tem a fiação correta, corre o risco de fechar curto e pegar fogo”, exemplifica.

De acordo com o técnico, toda instalação deve seguir um rigoroso controle técnico, com estudo de carga, projeto elétrico detalhado e emissão de Termo de Responsabilidade Técnica (ART ou TRT) por profissional habilitado no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) ou Conselho Regional dos Técnicos Industriais (CRT), garantindo a segurança da edificação, dos veículos e dos moradores, conforme as normas vigentes. A NBR 17.019, norma técnica brasileira para instalações de carregamento de veículos elétricos, é o principal guia para garantir a segurança e o bom funcionamento desses sistemas.

Cenário Regulatório

A preocupação acerca do tema tem ganhado espaço em Brasília. O Projeto de Lei 158/25, em discussão na Câmara dos Deputados, busca regulamentar a instalação de pontos individuais de recarga em condomínios, garantindo o direito do condômino de instalar sua própria estação de carregamento em sua vaga privativa, desde que cumpra as normas  técnicas e de segurança e não seja proibido pela convenção do condomínio.

Modelos de Implantação

Para a demanda atual existem dois modelos principais de implantação de infraestrutura para veículos elétricos em condomínios:

Instalação Individual Direta do Apartamento: Neste cenário, cada morador interessado instala seu próprio carregador (wallbox ou tomada) em uma rede de cerca de 32 amperes, com a alimentação elétrica retirada diretamente do quadro de energia de sua unidade. Não há impacto na rede elétrica coletiva do condomínio, e o consumo de energia é registrado diretamente na conta do apartamento. Em caso de sobrecarga, o disjuntor da unidade é acionado, sem reflexos na rede comum.

Instalação de Carregador de Uso Comum na Rede Coletiva: Alternativamente, o condomínio pode optar por um carregador coletivo numa rede de cerca de 60 amperes, de uso compartilhado, alimentado pela rede elétrica geral do edifício. Para isso, é fundamental um estudo técnico de carga para verificar a disponibilidade e segurança da instalação, o serviço é oferecido por algumas empresas com monitoramento contínuo da carga por mais de um mês. Após o monitoramento, é emitido um laudo técnico atestando a viabilidade e indicando o tipo de carregador compatível. 

Papel do Síndico 

Para o síndico Mário Souza, decisões sobre recarga elétrica devem sempre passar pela assembleia.

Mário, o síndico profissional, destaca que, em seus condomínios, a demanda predominante tem sido a de instalações particulares. Ele orienta os moradores interessados a buscarem empresas responsáveis: “O importante é frisar que existe a necessidade de tudo ser  regularizado para evitar o risco, pois se a instalação um dia sobrecarregar de alguma forma e causar um acidente, pode vitimar um prédio inteiro”, alerta Mário.

Jonatan corrobora a importância da contratação de uma empresa devidamente registrada, homologada pelas empresas de carregadores e de carros elétricos, que emita notas fiscais, projeto e ART, e que possua pessoal capacitado.

A eletromobilidade é uma realidade que já bate à porta dos condomínios. A informação e a busca por profissionais qualificados são as chaves para uma transição segura e eficiente, garantindo a modernização dos espaços e a valorização do patrimônio. 

Fonte: revista O Síndico Edição 60

A Jornada de Ronaldo Gouvêa, um Exemplo de Dedicação e Crescimento

Ronaldo Gouvêa. Subsindico do Residente no Condomínio Parque Independência desde 2020. Foto: Rafael Sinfrônio.

Juiz de Fora, MG – A vida é feita de desafios e adaptações, e a história de Ronaldo Gouvêa de Faria é um testemunho inspirador de como a busca por novos horizontes pode moldar um caminho de sucesso e propósito. Vindo de Visconde do Rio Branco aos 18 anos, com o sonho inicial de cursar Medicina, Ronaldo encontrou em Juiz de Fora não apenas uma nova cidade, mas também a oportunidade de florescer em áreas que, a princípio, não estavam em seus planos, tornando-se hoje um nome de referência no universo condominial da cidade.

Sua trajetória, marcada por reviravoltas e aprendizados, reflete a resiliência necessária para quem atua em ambientes complexos como os condomínios. Filho único e com uma forte ligação familiar, os primeiros anos em Juiz de Fora foram desafiadores, repletos de saudades de casa. No entanto, a persistência o levou a explorar diferentes formações – de Farmácia a Odontologia – até que as circunstâncias da vida o guiaram para um novo e significativo papel: subsíndíco de condomínio.

O Chamado para o Serviço Condominial: Uma Virada de Chave

A virada de Ronaldo para o mundo condominial começou de forma natural. Residente no Condomínio Parque Independência desde 2006 (inicialmente como inquilino e, a partir de 2017, como proprietário), ele acompanhava de perto a dinâmica do local. Em 2020, em uma data que se tornou memorável – seu aniversário, 13 de outubro –, o convite da síndica, Dra. Leivânia Valente, para compor a chapa como subsíndico, foi um marco.

“Foi motivo de muito orgulho para mim”, relembra Ronaldo, destacando a confiança depositada. A síndica deu a ele a liberdade de escolher entre ser subsíndico ou conselheiro. Ronaldo, com sua humildade e senso de serviço, deixou a decisão nas mãos dela, reforçando seu comprometimento. Essa atitude demonstra a essência de um bom líder condominial: confiança, parceria e reconhecimento do papel de cada um.

Sua atuação como subsíndico é pautada pelo respeito e pela dedicação. Ronaldo enfatiza que o cargo não lhe pertence, mas sim ao condomínio, e que sua missão é “servir, ajudar à Leivânia, ajudar aos moradores, aos proprietários, aos funcionários, por eu ter habilidade de lidar com o público”. Essa mentalidade de serviço é crucial para síndicos e subsíndicos que buscam uma gestão harmoniosa e eficiente. A parceria com a síndica Leivânia é um exemplo de coesão, onde o diálogo e a consulta ao conselho são práticas constantes, permitindo uma administração democrática e eficaz.

Profissionalização do Mercado Condominial: Uma Visão Otimista

Ronaldo Gouvêa, que acompanha o Grupo O Síndico (revista O Síndico e SíndicoJF Mídias Digitais) desde que assumiu sua função, tem uma visão clara sobre a evolução do mercado condominial em Juiz de Fora. Ele observa uma marcante profissionalização do setor. “Eu acho que cresceu, que saiu do amadorismo”, afirma, destacando que as práticas antigas, como a resolução de conflitos “batendo na porta”, foram substituídas por abordagens mais formais e alinhadas à lei, como notificações e multas.

Para Ronaldo, a informação e a formação contínua são pilares fundamentais: “Ao longo do tempo, fui correndo atrás e ainda corro, porque me interesso em saber o que estou fazendo, de que forma estou fazendo”. Essa busca incessante por conhecimento é um recado direto a todos os profissionais da área condominial: o aprendizado é contínuo e essencial para uma gestão de excelência.

Olhando para o Futuro: Direito e Novos Desafios

Além de suas responsabilidades no condomínio e como assessor parlamentar na Câmara de Vereadores de Juiz de Fora, Ronaldo Gouvea embarcou em um novo desafio: a faculdade de Direito. Aos 48 anos e no primeiro período, ele vê no curso uma ferramenta poderosa para seu crescimento pessoal e profissional. “Quero concluir o curso de Direito”, declara, convicto de que essa formação trará uma bagagem valiosa para tudo o que ele se propõe a fazer.

A história de Ronaldo é um convite à reflexão para síndicos, subsíndicos e todos os profissionais que atuam em condomínios. Ela nos lembra que, muitas vezes, os caminhos inesperados são os que nos levam aos maiores propósitos. A dedicação, a humildade no serviço, a busca por conhecimento e a capacidade de se adaptar são qualidades que Ronaldo Gouvêa personifica e que são cruciais para o sucesso na gestão condominial.

Seja na busca por um sonho antigo ou na descoberta de novas paixões, a jornada de Ronaldo Gouvêa é um forte lembrete: o empenho em servir e a busca constante por aprimoramento são os combustíveis para uma trajetória de sucesso e reconhecimento no desafiador, mas recompensador, universo dos condomínios.

Fonte: César Azevedo – Redação SíndicoJF

 

Confira a 60ª edição da revista O Síndico

 

A Edição 60 da revista O Síndico acaba de sair e está repleta de assuntos interessantes ao ramo condominial. Quer saber mais? Então se liga!

EDITORIAL – INFORMAR PARA TRANSFORMAR

 

A segunda edição do ano de 2025 da Revista O Sindico chega reunindo temas que refletem a evolução e os novos desafios da vida em condominio. Nesta 60ª edição, destacamos conteúdos que não apenas informam, mas também inspiram gestores, moradores e profissionais do setor a pensarem em soluções mais Inteligentes, humanas e conectadas com o futuro.

Abrimos com uma história que simboliza o que há de mais valioso na gestão condominial confiança e parceria. A Impacto Administradora celebra 15 anos de atuação com uma trajetória marcada por sensibilidade, profissionalismo e resultados, Conheça a história das sócias Christiane Ferraz e Cintia Furtado, que construiram, com base na amizade e na dedicação, uma das empresas mais respeitadas do setor em Juiz de Fora

Na sequência, abordamos a crescente presença dos veículos elétricos nos condomínios e os cuidados que síndicos e moradores devem adotar na hora de planejar a instalação de carregadores. A eletromobilidade é uma realidade e, para acompanhar esse avanço, é fundamental entender os modelos de instalação, os riscos de improviso e a importância da contratação de profissionais habilitados-com emissão de ART ou TRT e seguindo as normas técnicas vigentes.

A edição também abre espaço para refletirmos sobre as rotinas de entregas por aplicativos. Em tempos de agilidade e consumo digital, como garantir que o condomínio continue sendo um ambiente seguro, prático e respeitoso? Reunimos a visão de síndicos, entregadores e especialistas para propor soluções viáveis e equilibradas. O tema, aliás, está em discussão no Congresso, com projetos de lei que prometem regulamentar de forma mais clara esse tipo de serviço

Outro ponto de destaque é a criação da Comissão Estadual de Direito Condominial da OAB-MG, que marca um avanço importante para o reconhecimento e fortalecimento do setor juridico condominial em Minas Gerais. A presença da Dra. Silayne Viccini, de Juiz de Fora, na composição da comissão reforça a representatividade da nossa região em um espaço estratégico de debates e formulações juridicas voltadas à realidade dos condominios.

E para esclarecer as mudanças que impactam diretamente a atuação de sindicos profissionais e empresas de sindicatura, trazemos uma entrevista exclusiva com o presidente do CRA-MG, Jehu de Aguilar, sobre a nova Resolução Normativa n 664/25 do CFA, A conversa aborda quem está sujeito ao registro no Conselho Regional de Administração, quais são as implicações legais da norma e como a fiscalização será conduzida Um conteúdo essencial para quem atua de forma profissional na administração condominial e precisa estar em conformidade com a legislação vigente.

Boa leitura e que cada página seja uma ferramenta útil para quem acredita que viver bem em condominio é possível, desde que haja informação, diálogo e comprometimento coletivo.

Andrea Castilho
Editora revista O Síndico e CEO SíndicoJF Mídias Digitais

 

SUMÁRIO:

➡️Representatividade: JF ganha voz na Comissão de Direito Condominial da OAB/MG

➡️Carregadores elétricos: Segurança, valorização e dicas para instalação nos condomínios

➡️Impacto Administradora: 15 anos de gestão humanizada e resultados concretos

➡️Entregas em condomínios: Boas práticas para síndicos e entregadores

➡️Entrevista CRA/MG: Os detalhes da nova regulamentação para síndicos profissionais

➡️Artigo Idep: Por que seu condomínio só busca auditoria quando já é tarde?

Ficou curioso? Então acesse já a versão digital pelo link.

Já a versão impressa, circula em Juiz de Fora gratuitamente com tiragem de 4.000 exemplares por edição.

Fonte: Equipe SíndicoJF

Reconhecimento Merecido: JF pode oficializar o Dia Municipal do Síndico e do Administrador de Condomínio

Um Projeto de Lei propõe o dia 23 de novembro como data oficial para valorizar profissionais que cuidam da harmonia, segurança e gestão da vida em condomínio.

A figura do síndico deixou de ser apenas aquela pessoa que resolve pequenos conflitos e cuida da manutenção do prédio. Em tempos de cidades cada vez mais verticalizadas, a atuação do síndico e do administrador de condomínio se tornou estratégica para a convivência urbana, segurança e bem-estar de milhares de pessoas. Pensando nisso, o vereador Marlon Siqueira (MDB) apresentou neste mês de maio, na Câmara Municipal de Vereadores, o Projeto de Lei 165/2025, que propõe a criação do Dia Municipal do Síndico e do Administrador de Condomínio, a ser comemorado anualmente em 23 de novembro, com inclusão no Calendário Oficial de Eventos de Juiz de Fora.

A iniciativa tem como objetivo reconhecer e valorizar essas pessoas, cada vez mais relevantes no cenário urbano e social da cidade. Mais do que uma simples homenagem, a proposta prevê a promoção de encontros de capacitação, troca de experiências e celebração, destacando o papel fundamental que síndicos profissionais e voluntários, e administradores desempenham no cotidiano condominial.

A importância do reconhecimento

Juiz de Fora é uma cidade com expressiva população residente em condomínios, realidade que acompanha uma tendência nacional. Segundo dados do IBGE e da Associação Brasileira de Síndicos e Síndicos Profissionais (ABRASSP), a verticalização das cidades é uma resposta ao crescimento populacional e à demanda por moradias em regiões centrais. Com isso, aumentam também as demandas por uma gestão condominial eficiente, técnica e empática.

Síndicos e administradores acumulam responsabilidades que vão muito além do senso comum. Gerenciar recursos financeiros, mediar conflitos, garantir a segurança das pessoas, cuidar da manutenção, assegurar o cumprimento de normas legais e administrativas – tudo isso faz parte da rotina dos síndicos, que muitas vezes atuam sob pressão e com orçamentos limitados.

Jornalista Andrea Castilho

“Estamos falando de verdadeiros gestores comunitários. Pessoas que tomam decisões que impactam diretamente na vida de dezenas, centenas ou até milhares de pessoas. É mais que justo que tenham uma data de reconhecimento”, enfatiza Andrea Castilho, jornalista e CEO do SíndicoJF.

Legado e valorização da profissão

A justificativa do projeto também resgata a história do canal “O Síndico”, fundado em 2005 por Joaquim Castilho (in memoriam), proprietário de uma administradora de condomínios pioneira na cidade, e por sua filha Andrea Castilho. O site e a revista tornaram-se referência no setor, reunindo e informando síndicos de toda a região, promovendo uma verdadeira rede de conhecimento e apoio à profissão. Esse legado de organização e valorização do síndico em Juiz de Fora é mais um fator que reforça a pertinência do projeto de lei.

“A atuação do síndico ganhou ainda mais visibilidade nos últimos anos, especialmente diante de crises como a pandemia da Covid-19 e situações de emergência estrutural. Hoje, espera-se que o síndico tenha formação, conheça leis, domine ferramentas de gestão e tecnologia e saiba se comunicar com o coletivo. Por isso, é fundamental que o poder público reconheça esse papel e contribua para sua valorização”, defende Andrea.

Uma data, muitos significados

A escolha do dia 23 de novembro para o Dia Municipal do Síndico acompanha a celebração nacional da atividade, comemorada no dia 30 de novembro, adotada por diversas cidades brasileiras. Em Juiz de Fora, a inclusão no calendário oficial permitirá que escolas, universidades, empresas e entidades ligadas ao setor organizem eventos que fomentem o debate sobre gestão condominial, cidadania, mediação de conflitos e urbanismo. Sendo possível ainda as comemorações da Semana do Síndico tendo em vista as duas datas em questão.

A aprovação da lei também pode estimular ações públicas voltadas à capacitação contínua, incentivo à formalização da atividade de síndico profissional, promoção de boas práticas e, quem sabe, até projetos de inclusão social e empregabilidade por meio da administração condominial.

 

Síndico não é apenas quem “cuida do prédio”

O papel do síndico vai muito além da manutenção física do condomínio. Ele é peça-chave na prevenção de acidentes, na gestão de crises, no relacionamento com prestadores de serviços, no planejamento de melhorias estruturais, no cumprimento de normas ambientais, sanitárias e legais. A rotina é complexa e exige dedicação, conhecimento e sensibilidade.

Ao oficializar o Dia Municipal do Síndico e do Administrador de Condomínio, Juiz de Fora dá um passo importante para reconhecer o valor desses profissionais e estimular um ambiente condominial mais seguro, organizado e harmonioso.

Vereador Marlon Siqueira (MDB).

 

“Como uma sociedade que vive cada vez mais concentrada em condomínios, sejam verticais, comerciais ou de casas, precisamos fazer o exercício de destacar e discutir a função de síndico e de administrador de condomínio. A proposta de comemoramos, por lei, o Dia Municipal em todo dia 23 de novembro vai ao encontro desta ideia: reunir todo o ecossistema dos condomínios e chamar também o poder público, a sociedade, para o debate”, disse o vereador Marlon Siqueira sobre a iniciativa.

 

Síndica Selda Menezes

De acordo com Selda Menezes,  síndica do condomínio La Defense, “Síndico é um cargo de muita responsabilidade, que exige tempo e habilidade no trato com as pessoas. É preciso, também, conhecimentos e agilidade para resolver os problemas do dia a dia, para que não haja acúmulo. Sempre precisamos de uma boa equipe (porteiros, zeladores, prestadores de serviços). Um  síndico, que cuida bem do seu condomínio, está valorizando o patrimônio de todos os condôminos. Ter seu trabalho reconhecido é sempre muito gratificante para qualquer síndico”.

O que esperar com a aprovação da lei

Se aprovada, a nova legislação poderá abrir portas para a criação de políticas públicas específicas para o setor condominial, convênios com entidades de classe e parcerias para qualificação profissional. Além disso, poderá estimular o surgimento de novas lideranças comunitárias e fortalecer o papel do síndico como agente transformador da vida urbana. Reconhecer o síndico e o administrador de condomínio é reconhecer também a importância da convivência coletiva, da mediação e da gestão democrática dos espaços em que vivemos.

Administradora Silayne Viccini.

Para Silayne Viccini da Lazuli Condomínios e Síndicos e representante da Associação das Administradoras de Condomínios de Juiz de Fora (AACONDO-JF), a aprovação da lei é muito bem vinda:  “Aguardamos ansiosamente que esse projeto seja aprovado. Esse reconhecimento é de fundamental importância para valorizar e reconhecer o papel essencial desempenhado pelos síndicos na gestão e na manutenção dos nossos condomínios, contribuindo diretamente para a qualidade de vida, segurança e bem-estar de todos os moradores. Ao  instituir essa data, ajudamos a reforçar a valorização do mercado condominial. Que essa data ajude a estimular a ética, a capacitação e o reconhecimento social para esses profissionais que estão atuando na administração do bem comum. E que o mercado de Juiz de Fora com isso se desenvolva cada vez mais”, explica.

Fonte: César Azevedo – Redação SíndicoJF

 

Nova Lei para marquises e fachadas é sancionada em Juiz de Fora

A segurança das marquises e fachadas de edifícios recebe novas regras em Juiz de Fora.

Já está valendo, desde o dia 28 de março, a “Lei Thiago Ramon”  Nº 15.081/2025, que leva o nome do professor e músico vitimado pelo desabamento de uma marquise no Centro da cidade em novembro de 2024, endurece a fiscalização e a responsabilização sobre a manutenção dessas estruturas. O objetivo é prevenir novos acidentes. 

Confira o texto da lei na integra.

Mudanças na legislação

Em dezembro do ano passado, nossa equipe fez uma matéria sobre esse tema ouvindo especialista do setor sobre os impactos das mudanças propostas. Encaminhado pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) no final de 2024, o projeto, que se tornou lei, prevê a redução do intervalo para entrega dos laudos de estabilidade estrutural, que passa de três anos para um ano. Além disso, o prazo para apresentação do documento em caso de fiscalização foi reduzido de 60 para sete dias, medida que gerou preocupação entre síndicos e administradores de condomínios devido à dificuldade de cumprimento em tempo hábil.

Outra exigência importante é a obrigatoriedade de testes de carga para marquises que apresentem fissuras, infiltrações ou sobrecargas, como placas publicitárias e painéis luminosos. O engenheiro civil César Albuquerque Franco dos Reis alerta que muitos proprietários utilizam essas estruturas de forma inapropriada, comprometendo sua segurança.

“As marquises nem sempre foram projetadas para suportar letreiros, unidades condensadoras de ar-condicionado ou outros objetos pesados. Uma avaliação profissional é essencial”, destacou.

A nova lei também determina que os laudos só podem ser elaborados por empresas ou profissionais habilitados e cadastrados no Município. Empresas locais, como a Gerrhim Engenharia, já atendem às novas exigências. Segundo a empresária Cynthia Roberta de Melo Mendes Gerrhim, a escolha de uma empresa qualificada é fundamental.

“O teste de carga deve ser conduzido por profissionais capacitados e com equipamentos calibrados. Se realizado de forma incorreta, pode comprometer a estrutura ao invés de garantir sua segurança”, explicou.

Impactos para síndicos e condomínios

A nova legislação trouxe inquietação para síndicos e administradores, principalmente pela rigidez dos prazos. Para o presidente do Sindicato dos Condomínios de Juiz de Fora e Zona da Mata Mineira (Sindicon), Márcio Tavares, a obrigação de apresentar laudos em apenas sete dias é inviável.

“Organizar uma assembleia de condomínio e contratar uma empresa especializada requer tempo, não é possível resolver tudo em um prazo tão curto”, argumentou.

Tavares também apontou a necessidade de um prazo maior para que síndicos possam fazer orçamentos e avaliar a idoneidade das empresas contratadas. “Não é apenas uma questão de apresentar um laudo, mas de garantir que o trabalho seja feito corretamente”, ressaltou.

Multas e penalidades mais severas

A lei também estabelece penalidades mais severas para aqueles que descumprirem as novas regras. As multas diárias, antes fixadas em R$ 50, agora podem atingir até 30% do valor venal do pavimento térreo do imóvel. Segundo a prefeita Margarida Salomão, em um vídeo postado em sua rede social, a penalidade anterior não era suficiente para incentivar a regularização.

“A multa é tão baixa que alguns proprietários preferem ignorar os problemas. Com a nova legislação, isso deve mudar”, afirmou.

A Prefeitura também poderá interditar ou até demolir marquises irregulares, cobrando os custos diretamente dos proprietários. A prefeita destacou a urgência das medidas, especialmente no Centro da cidade, onde a maioria das calçadas é coberta por marquises.

Regulamentação e próximos passos

A lei entrou em vigor na data de sua publicação. A expectativa é que as novas regras melhorem a segurança urbana e reduzam os riscos de acidentes. A população pode colaborar denunciando situações de risco através do WhatsApp da Fiscalização: (32) 3690-7984. 

Quem foi Thiago Ramon

Thiago Ramon de Freitas Ferreira tinha 38 anos e era professor de música no Conservatório Haidée França Americano. No dia 21 de novembro de 2024, ele caminhava pela Rua Floriano Peixoto quando foi atingido pelo desabamento de uma marquise. Sua morte evidenciou a fragilidade estrutural dessas construções e impulsionou a criação de uma legislação mais rigorosa para evitar novas tragédias.

Fonte: revista O Síndico Edição 59