Caso Daiane: Quando o síndico vira gestor, concorrente e juiz: o silêncio que custou caro a um condomínio inteiro

ESCRITO POR: Cleuzany Lott.

Advogada com especialização em Direito Condominial, MBA em Administração de Condomínios e Síndico Profissional, Presidente da Comissão de Direito Condominial da 43ª Subseção da OAB-MG, Governador Valadares e 3ª Vice-Presidente da Comissão de Direito Condominial de Minas Gerais, síndica, jornalista e palestrante.

Há algo que precisa ser dito com franqueza, mesmo que incomode: o caso Daiane Alves não é apenas uma tragédia criminal. Ele é o retrato extremo de um condomínio que confundiu gestão com poder, administração com interesse econômico e conflito com autorização para abusar.
Antes do corpo ser encontrado, antes da confissão, antes do vandalismo que agora será pago por todos, o que existia no Golden Thermas Residence era um ambiente institucionalmente doente — e isso não nasce de um dia para o outro.

O conflito começou com regra — e descambou para abuso
Sim, é preciso reconhecer: o conflito teve início com descumprimento de regras condominiais.
Em janeiro de 2025, o condomínio notificou a proprietária de um dos apartamentos sobre o uso irregular da unidade, apontando que o imóvel estaria funcionando como marcenaria, em desacordo com o regimento. A ordem era clara: cessar a atividade em 72 horas, sob pena de multa. Quem residia no local era Daiane Alves.
O condomínio tinha o direito de fiscalizar.
O erro não foi agir.
O erro foi abandonar a legalidade a partir daí.

Quando o síndico atravessa a porta — literalmente
O conflito escalou rapidamente.
Em abril, Daiane registrou ocorrência por violação de domicílio, afirmando que o síndico havia entrado em seu apartamento sem autorização para filmar e “comprovar” a suposta irregularidade. O próprio síndico confirmou a entrada, alegando possuir a chave do imóvel.
Aqui, o Direito é cristalino:
ter a chave não autoriza ingresso em unidade privada, salvo emergência real ou ordem judicial. Fiscalização não se faz invadindo domicílio. Faz-se pela via legal.
Nesse momento, o condomínio deixou de administrar e passou a coagir.

Autogestão sem freios: quando tudo passa por uma só pessoa
Outro ponto pouco explorado — e central — é o modelo de funcionamento do condomínio.
Pelas informações públicas, tudo indica uma autogestão extremamente concentrada:
decisões administrativas,
notificações,
condução de conflitos,
relação com funcionários,
e até disputas judiciais orbitavam em torno de uma única figura.
Pouco se viu sobre atuação efetiva de subsíndico ou conselheiros.
E quando não há contraponto institucional, o condomínio deixa de ser coletivo.
Autogestão não é ilegal.
Mas autogestão sem fiscalização vira personalismo.

O ponto mais sensível: conflito de interesses ignorado
Há ainda um elemento estrutural que não pode ser tratado como detalhe.
O síndico era também corretor de imóveis, proprietário de unidades no prédio e atuava na locação por temporada. Os imóveis da família de Daiane eram, inicialmente, administrados por ele. Isso mudou quando Daiane passou a residir em Caldas Novas e assumiu a gestão dos próprios imóveis — e de outros condôminos.
Na prática, ela se tornou concorrente direta do síndico dentro do mesmo condomínio.
Isso, por si só, exige cuidado extremo, transparência e afastamento de decisões que envolvam a parte interessada.
Nada disso ocorreu.
Ao contrário: surgiram relatos de impedimento ao exercício profissional, orientações à portaria, resistência à atuação de Daiane e escalada de notificações.
Não se afirma causa criminal.
Mas se aponta algo incontornável: a gestão deixou de ser neutra.

Funcionários, vínculos pessoais e a perda da imparcialidade
O ambiente institucional se fragilizou ainda mais quando relações pessoais se misturaram à administração.
Funcionários com vínculo familiar com o síndico — inclusive a esposa dele, que trabalhava no condomínio e fez denúncia contra Daiane — passaram a integrar o conflito.
Independentemente da veracidade das acusações, o erro institucional é evidente: não houve gestão de conflito de interesses. Não houve afastamento. Não houve mediação externa. Não houve neutralidade.
Quando o condomínio perde a aparência — e a prática — de imparcialidade, ele deixa de ser instância legítima de administração.

A escalada ilegal: água, luz e coerção
Em maio, o conflito atingiu o limite.
Houve tentativa de corte de água por suposta inadimplência. A energia elétrica chegou a ser interrompida, até que a Justiça determinasse a religação e proibisse novas suspensões.
Aqui não há debate jurídico possível:
síndico não pode usar serviços essenciais como instrumento de pressão, ainda que exista débito.
O condomínio cruzou definitivamente a linha.

A assembleia que tentou fazer o papel da Justiça
Em agosto, veio o ato mais grave: a assembleia que tentou deliberar sobre a expulsão de Daiane.
A pauta listava quase vinte acusações. Mas o procedimento foi flagrantemente ilegal:
nem todos os proprietários foram convocados,
o prazo legal não foi respeitado,
não houve ampla defesa,
e, sobretudo, assembleia não expulsa morador.
Daiane contestou judicialmente a decisão e obteve liminar garantindo seu direito de propriedade e acesso.
Ela não se omitiu.
Ela enfrentou o sistema sozinha.

O silêncio coletivo que veio antes — e a conta que chegou depois
Enquanto isso, o condomínio, como corpo coletivo, silenciou.
Conselheiros não se manifestaram.
Moradores não exigiram correções institucionais.
O erro foi naturalizado.
Após mais de 40 dias de desaparecimento, veio a confissão.
Depois, o vandalismo — praticado pelos próprios moradores.
E agora, o prejuízo será rateado entre todos.
O paradoxo é cruel, mas pedagógico:
quem se cala diante da ilegalidade, reage mal quando já é tarde.

A lição que não pode ser ignorada
O assassinato de Daiane Alves exige resposta penal exemplar.
Mas o caso deixa uma lição condominial ainda mais ampla:
quando o síndico concentra poder, disputa interesses econômicos dentro do condomínio e não é contido por uma governança ativa, o risco deixa de ser individual e passa a ser coletivo.
Condomínio não é feudo.
Assembleia não é tribunal.
E conflito não autoriza abuso.
Quando a legalidade é relativizada, o preço sempre chega — e raramente recai sobre uma só pessoa.

Obra Sem Burocracia: Juiz de Fora Implementa o Alvará de Obras Autodeclaratório

Por: SíndicoJF

Reformar ou construir em Juiz de Fora acaba de se tornar um processo muito mais ágil. A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) oficializou recentemente o Alvará de Obras Autodeclaratório, uma medida que promete destravar o setor da construção civil e facilitar a vida de síndicos e moradores que buscam regularizar suas intervenções urbanas de forma rápida e eficiente.

O Que Mudou?

A grande novidade deste decreto é a inversão da lógica burocrática. Antes, o cidadão precisava aguardar meses pela análise técnica prévia da prefeitura para obter a licença. Agora, a emissão do documento é imediata, baseada na confiança e na responsabilidade técnica.

Ao solicitar o alvará pelo sistema eletrônico da PJF, o interessado e seu respectivo responsável técnico (engenheiro ou arquiteto) declaram que o projeto atende a todas as normas urbanísticas e de segurança vigentes. Uma vez preenchidos os requisitos no sistema, o alvará é gerado automaticamente.

Mudanças Positivas para o Condomínio:

  1. Agilidade: O fim da espera pela análise manual permite que cronogramas de obras sejam cumpridos com rigor, evitando que materiais fiquem parados e custos subam.

  2. Modernização: O processo é 100% digital, eliminando o deslocamento físico e o uso desnecessário de papel.

  3. Fomento à Regularidade: Com a facilidade de obter o documento, espera-se que menos obras sejam feitas na clandestinidade, garantindo maior segurança jurídica para os imóveis.

Atenção, Síndicos e Moradores!

Embora o processo tenha se tornado mais simples, a responsabilidade aumentou. Confira os pontos cruciais que exigem atenção:

  • A Importância do Responsável Técnico: O decreto não dispensa a necessidade de um engenheiro ou arquiteto. Pelo contrário: este profissional agora assume a responsabilidade civil e criminal pela veracidade das informações declaradas. Síndicos devem exigir o comprovante do alvará e a respectiva ART/RRT antes de autorizar o início de qualquer obra nas unidades ou áreas comuns.

  • Fiscalização Posterior: “Autodeclaratório” não significa “sem lei”. A prefeitura realizará fiscalizações por amostragem ou mediante denúncias. Se for constatada qualquer divergência entre o que foi declarado e o que está sendo construído, o alvará pode ser cassado imediatamente, a obra embargada e multas pesadas podem ser aplicadas.

  • Regras Específicas: O modelo autodeclaratório aplica-se a casos específicos (como construções residenciais unifamiliares, reformas sem alteração de área, entre outros). Projetos complexos ou em áreas de preservação ainda podem seguir ritos diferenciados.

Conclusão

O Alvará Autodeclaratório é um passo gigante para a desburocratização em Juiz de Fora. Para o universo dos condomínios, ele representa o fim de uma antiga dor de cabeça. No entanto, o binômio Liberdade + Responsabilidade deve ditar o ritmo. Com o apoio de bons profissionais e uma gestão condominial atenta, Juiz de Fora caminha para construções mais seguras e uma cidade mais moderna.

Lei sobre Poda de Árvores: solução ou transferência de responsabilidades?

ESCRITO POR: Cleuzany Lott.

Advogada com especialização em Direito Condominial, MBA em Administração de Condomínios e Síndico Profissional, Presidente da Comissão de Direito Condominial da 43ª Subseção da OAB-MG, Governador Valadares e 3ª Vice-Presidente da Comissão de Direito Condominial de Minas Gerais, síndica, jornalista e palestrante.

A Lei 15.299/25, recém-publicada, autoriza a poda ou o corte de árvores em situações de risco quando o órgão ambiental não responde ao pedido no prazo de 45 dias. A norma vem sendo divulgada como um avanço importante, capaz de reduzir a burocracia e proteger vidas e patrimônios diante da lentidão histórica do poder público. No entanto, quando analisada sob a perspectiva do Direito Condominial, ela revela uma discussão mais profunda: até que ponto estamos diante de uma resposta eficiente e até que ponto estamos mascarando a ineficiência estatal, transferindo custos, deveres e riscos para a sociedade — especialmente para os síndicos?

Entre a espera interminável e a urgência da proteção coletiva

Nos condomínios, árvores não representam apenas paisagismo e conforto ambiental. Muitas vezes, significam riscos reais. Galhos que caem sobre veículos e áreas de lazer, árvores comprometidas atingindo redes elétricas e estruturas, troncos inclinados em direção a prédios e espaços de circulação são exemplos que, infelizmente, não são raros. Até aqui, o caminho era formal: solicitar autorização ao órgão ambiental e aguardar a vistoria. Na prática, porém, a espera frequentemente se prolongava por meses ou anos, muitas vezes sem resposta. Alguns condomínios, diante do risco evidente, intervieram e foram multados. Outros, temendo punições, nada fizeram e foram responsabilizados quando acidentes ocorreram. É nesse cenário de insegurança e omissão estatal que a nova lei surge como promessa de alívio.

Os critérios da nova lei e o filtro técnico obrigatório

A Lei 15.299/25 não autoriza cortes irrestritos. Ela estabelece um procedimento rigoroso. Para que o corte ou a poda sejam permitidos, é necessário apresentar um pedido formal ao órgão ambiental competente e anexar um laudo técnico elaborado por empresa ou profissional habilitado comprovando o risco de acidente. Somente após isso começa a contar o prazo de 45 dias. Se o órgão não se manifestar dentro desse período, a autorização nasce não por vontade do particular, mas pela omissão do poder público, permitindo então que o interessado, incluindo condomínios, contrate profissionais habilitados para realizar o serviço.
Em tese, cria-se um mecanismo que combina controle técnico, responsabilidade documental e prazos definidos. Mas, ao mesmo tempo, transfere ao particular o custo do laudo, a responsabilidade pela contratação e o risco pelas consequências da intervenção.

A alteração na Lei de Crimes Ambientais e a linha tênue entre legalidade e infração

Um ponto essencial precisa ser compreendido com clareza: a Lei 15.299/25 altera a Lei de Crimes Ambientais justamente para criar essa exceção em situações de risco e omissão administrativa. A legislação ambiental continua prevendo detenção e multa para quem danificar árvores em locais públicos ou em propriedade privada alheia sem autorização. Portanto, fora do procedimento previsto — sem pedido formal, sem laudo técnico e sem o decurso do prazo — a conduta permanece como crime ambiental. Para os condomínios, isso significa que a mesma lei que traz proteção também exige rigor, cautela e absoluto respeito às etapas legais.

O alívio que vem acompanhado de novas responsabilidades

Sob o olhar do Direito Condominial, a lei resolve um problema, mas evidencia outro. Se por um lado traz segurança jurídica e impede que comunidades fiquem reféns indefinidamente da inércia estatal, por outro desloca para o síndico uma série de responsabilidades. Ele passa a ser o agente que precisa decidir, contratar, pagar, documentar e responder. O custo, antes suportado pelo poder público, agora recai sobre a coletividade condominial. E eventuais erros técnicos ou contestações continuam recaindo sobre quem executa o serviço — não sobre o Estado que falhou em responder.

Uma lei que pede menos entusiasmo e mais reflexão

A Lei 15.299/25 tem méritos inegáveis. Ela protege vidas, previne acidentes e corrige uma injustiça histórica ao não punir quem age diante da omissão pública. Mas também escancara a incapacidade do Estado de cumprir plenamente seu papel e transfere responsabilidades para quem, muitas vezes, já administra um universo complexo: o síndico.
No contexto condominial, ela representa alívio, mas exige prudência, técnica, segurança jurídica e, sobretudo, reflexão. Antes de celebrá-la sem reservas ou condená-la apressadamente, é preciso reconhecer que ela resolve uma parte do problema — ao mesmo tempo em que revela, de forma muito clara, a urgência de fortalecer os órgãos ambientais e de discutir até onde vai a responsabilidade do poder público e onde começa, de fato, a do cidadão.

Ana Cândida: Liderança e Dedicação na Sindicatura

Ana Cândida no centro da foto. Vencedora do voucher para este publieditorial no 4º Workshop Escola de Síndicos.

A trajetória de Ana Cândida Rodrigues Lima, 50 anos, síndica do Conjunto Residencial Parque dos Flamboyants, no bairro Borboleta,em Juiz de Fora, é uma prova de que a vontade de servir a comunidade e a coragem de inovar podem reescrever a história de um condomínio.

Mãe e esposa, Ana Cândida assumiu a sindicatura do enorme condomínio — com suas 342 unidades, que ela define como “uma cidade” — após se destacar como uma moradora ativa e voz de liderança em prol das melhorias locais.

O Chamado da Comunidade e Vocação

A história de Ana Cândida na gestão começou de forma orgânica. Sempre participativa e disposta a aprimorar o ambiente em que vive, ela foi naturalmente conduzida ao cargo de síndica pela comunidade que reconheceu sua capacidade de mobilização e seu senso de responsabilidade. Mesmo relutando inicialmente, ela sabia que precisava assumir a responsabilidade. Foi uma convocação da comunidade que reconheceu seu potencial.

A Sindicatura como Missão de Realização

Ana Cândida assumiu a gestão com entusiasmo e se descobriu em uma nova vocação. “Não vou mentir para você, gostei, porque eu gosto do serviço de administração. Gosto de lidar com pessoas, gosto muito,” confessa.

Hoje, ela enxerga a sindicatura sob o prisma da responsabilidade e da grande satisfação. Para ela, ser síndica é “uma missão muito difícil, de muita responsabilidade,” mas que traz uma recompensa imensa. “É uma missão que traz realizações. Porque vemos o serviço sendo realizado. Podemos mostrar que o nosso condomínio tem potencial de melhorar a cada dia mais. Então, isso é muito gratificante.”

Sua filosofia para a gestão é clara e serve como bússola para qualquer profissional da área: “É trabalhar certo, com a equipe certa, com responsabilidade e com transparência.”

A síndica é um exemplo de perseverança, encarando a jornada como aprendizado constante: “É cada dia um obstáculo, cada dia uma dificuldade, mas se a gente vai vencendo a cada conhecimento, a cada dificuldade, vamos dando um salto maior.”

Crescimento, Inovação e o Futuro Profissional

O papel de síndica impulsionou Ana Cândida a buscar o aprimoramento contínuo. Ela não só realizou diversos cursos na área, incluindo um de Síndico Profissional, como também está prestes a ingressar na faculdade de Administração, um sonho antigo.

Esse foco na busca do conhecimento para aprimorar a gestão é um exemplo poderoso:

“Tenho me aprofundado bastante nessa área. Hoje eu já tiro isso um pouco mais de letra,” comenta, destacando a evolução pessoal e profissional ao longo de seu mandato.

Para o futuro, a síndica já planeja levar sua experiência para além de seu condomínio: “Eu até penso sim… em fazer administração e pegar futuramente mais outros condomínios. É um serviço que eu gosto.”

A história de Ana Cândida Rodrigues Lima é uma inspiração para todos os profissionais de condomínios: uma demonstração de que a liderança se consolida com a busca incessante por conhecimento, foco em resultados e o serviço em missão.

Reforma Tributária: O que pode mexer com o bolso de quem mora em Condomínio em 2026

ESCRITO EM DEZEMBRO DE 2025 POR: Cleuzany Lott.

Advogada com especialização em Direito Condominial, MBA em Administração de Condomínios e Síndico Profissional, Presidente da Comissão de Direito Condominial da 43ª Subseção da OAB-MG, Governador Valadares e 3ª Vice-Presidente da Comissão de Direito Condominial de Minas Gerais, síndica, jornalista e palestrante.

A partir do ano que vem, moradores, síndicos e administradoras devem se preparar para um cenário de mudanças que pode refletir diretamente no valor da taxa condominial. A Reforma Tributária, atualizações de IPTU e taxas municipais, e até projetos de lei sobre manutenção predial tendem a modificar a forma como serviços são cobrados — e, como acontece em condomínios, tudo o que muda “lá fora” normalmente chega ao boleto.

Para entender por que esse movimento importa, é essencial lembrar o que é, afinal, a taxa condominial. Ela é o valor pago mensalmente por cada unidade para garantir o funcionamento do condomínio e cobrir todas as despesas comuns: salários de funcionários, portaria, limpeza, água das áreas compartilhadas, energia das garagens e corredores, manutenção de elevadores, bombas, portões, seguros obrigatórios, pequenas obras, jardinagem, sistemas de segurança e contratos com empresas terceirizadas. É uma taxa que não tem fins lucrativos — todo valor arrecadado tem como destino exclusivo manter o condomínio operando e preservado.

Ou seja: sempre que algum desses itens sobe, seja por reajuste, tarifa, revisão de contrato ou mudança na legislação, a taxa condominial precisa acompanhar.

Serviços que podem ficar mais caros

Com a entrada da Reforma Tributária em fase de transição, os impostos cobrados das empresas de serviços vão mudar aos poucos. Como o condomínio depende de empresas de portaria, limpeza, manutenção e segurança, qualquer alteração no custo tributário dessas atividades tende a ser repassada para os contratos.

Como o novo sistema conviverá com o antigo por alguns anos, é possível que haja reajustes pontuais, revisões inesperadas e até flutuações entre um contrato e outro. Isso significa que o condomínio terá de revisar seu orçamento com mais atenção, especialmente em serviços de rotina, que representam grande parte das despesas fixas.

IPTU e Taxas Municipais: entender o contexto ajuda a entender o boleto

Embora a Reforma Tributária não modifique o IPTU em si, ela incentiva as prefeituras a revisarem seus cadastros e atualizarem valores venais dos imóveis — algo que muitos municípios não fazem há décadas. A partir de 2026, várias cidades podem rever plantas genéricas de valores, corrigir distorções e recalcular a forma de cobrança.

Além do IPTU, as prefeituras também estudam atualizar ou reestruturar taxas municipais ligadas a serviços públicos, como coleta de lixo, iluminação pública e conservação urbana. Essas taxas, quando aumentam, afetam diretamente contratos do condomínio, que por sua vez repassam os novos valores aos moradores dentro da taxa condominial.

Por isso, mesmo quem nunca teve aumento expressivo no IPTU pode começar a notar diferenças. Em algumas cidades, bairros valorizados terão maior impacto; em outras, regiões subavaliadas podem sentir uma equiparação.

Água, Energia e outros Serviços:  sem eles condomínio não funciona

A taxa condominial inclui o consumo de água e energia das áreas comuns — garagens, escadas, fachadas, portões eletrônicos, bombas de água, câmeras, iluminação interna, entre outros. Qualquer mudança nas tarifas das concessionárias, seja por aumento anual ou por nova forma de cobrança, afeta o custo total do condomínio.

Em prédios grandes, um reajuste pequeno nas tarifas pode representar milhares de reais a mais no orçamento anual. Em prédios menores, o impacto é proporcional, mas igualmente sentido no rateio entre as unidades.

Contratos de manutenção também acompanham a dinâmica econômica. Serviços como manutenção de elevadores, bombas, interfones e sistemas de incêndio costumam sofrer reajustes automáticos ou reposição de custos por parte das empresas. Nesse ponto, a Reforma Tributária pode ser um dos elementos que influenciam esses reajustes.

Manutenção Preventiva: Um tema que deve ganhar espaço

Projetos de lei que tratam de manutenção predial preventiva seguem em debate no país. Eles apontam para uma tendência: tornar periódicas as vistorias técnicas e reforçar responsabilidades na conservação das edificações. Não é algo definido ainda, mas o tema já desperta atenção em administradoras e síndicos, pois pode exigir planejamento financeiro adicional.

Por ora, é um ponto de atenção — não de preocupação imediata.

O impacto das mudanças para quem mora em Condomínio

A soma de todos esses fatores explica por que 2026 pode ser um ano de reajustes na taxa condominial em diversos municípios. A taxa não aumenta “porque o síndico quis”; ela sobe porque os contratos necessários para manter o condomínio funcionando ficam mais caros, os serviços públicos passam por revisão e as regras de tributação estão mudando.

O momento exige mais acompanhamento das assembleias, mais diálogo entre síndico e moradores e mais transparência na apresentação de despesas. Condomínios que monitoram de perto essas mudanças têm mais chance de se organizar, evitar sustos e até negociar com fornecedores antes que os aumentos se tornem inevitáveis.

O importante agora é informação. Quanto mais o condomínio entender o cenário que se forma com a Reforma Tributária, taxas municipais e ajustes nos serviços essenciais, mais fácil será atravessar 2026 com previsibilidade — e com um boleto que faça sentido para todos.

Gestão Estratégica: Impacto investe em capacitação e eleva administração a novo patamar

Cíntia Furtado e Christiane Ferraz reforçam a busca constante por excelência (foto Rafael Sinfrônio)

Com mais de 15 anos de atuação, a Impacto Administradora de Condomínios reafirma seu compromisso com a excelência ao investir na capacitação de suas fundadoras, Christiane Ferraz e Cíntia Furtado. As sócias estão cursando o MBA em Administração, Gestão Condominial e Síndico Profissional, com ênfase em Direito Condominial, promovido pela CONASI/UNIFATECH/FGV.

O programa tem como objetivo ampliar conhecimentos em governança corporativa, gestão estratégica e inovação, além de proporcionar um aprofundamento jurídico para uma atuação preventiva e eficiente na administração condominial. 

Segundo Christiane, “esse conhecimento permitirá à Impacto atuar de forma consultiva, reduzindo conflitos e fortalecendo o relacionamento entre síndicos, condôminos e fornecedores”. Com essa visão, a empresa prepara a implementação de um Código de Compliance Condominial e políticas de proteção de dados em conformidade com a LGPD. Além disso, Cíntia destaca que a Impacto “está investindo em modernização do atendimento, integrando plataformas digitais e aprimorando a experiência do cliente”.

Outro destaque é a Certificação de Síndica Profissional da CONASI, recentemente conquistada por Christiane Ferraz. Com essas iniciativas, a Impacto eleva sua gestão a um novo patamar de excelência, segurança e inovação, consolidando-se como referência em gestão condominial moderna, ética e estratégica.

Fonte: Revista O Síndico Edição 62

  

Gestão 4.0: Administração humanizada na era da IA

Escrito por: Silayne Viccini – Advogada, administradora e Síndica, com pós graduação em Administração e Direito Condominial e MBA em Gestão condominial com ênfase em Direito Condominial, membro da Comissão Nacional de Direito Condominial da ABA e presidente da Aacondo-JF.

Como a tecnologia vem transformando a nossa sociedade e a administração condominial. 

A Inteligência Artificial (IA) já faz parte do dia a dia das administradoras, otimizando o controle financeiro e a comunicação entre síndicos e condôminos, com mais eficiência, transparência e agilidade na gestão condominial.

Ferramentas inteligentes automatizam tarefas rotineiras, como emissão de boletos, envio de comunicados, controle de inadimplência e previsão de custos. Softwares integrados à IA identificam padrões, geram relatórios precisos e apoiam decisões estratégicas, reduzindo erros e otimizando recursos do condomínio.

Há também sistemas com chatbots e assistentes virtuais, oferecendo atendimento 24 horas e tornando a comunicação mais acessível. Isso aumenta a satisfação dos condôminos e reforça a imagem de modernidade e confiabilidade da administradora.

Conciliar tecnologia e gestão humanizada é o grande desafio – e também a oportunidade – da administração moderna. A IA e as ferramentas digitais simplificam processos, mas seu verdadeiro valor está em permitir que síndico e administradora tenham mais tempo e dados para cuidar do que realmente importa: as pessoas.

A automatização de tarefas como cobranças, comunicados e relatórios libera a equipe para um contato mais próximo e empático. Sistemas inteligentes ajudam a compreender padrões, antecipar demandas e oferecer soluções personalizadas, tornando a gestão mais eficiente e sensível às necessidades da comunidade.

A tecnologia, quando usada com propósito, não afasta, aproxima. Amplia o diálogo, traz transparência e facilita decisões que valorizam o coletivo. Assim, a administração humanizada e a inteligência artificial se complementam, unindo inovação, empatia e resultados sustentáveis. Em um mundo cada vez mais digital, ser humano continua a ser o maior diferencial.

Fonte: Revista O Síndico Edição 62

Mais do que cimento: por que a paz vale mais que tijolos em um condomínio

ESCRITO POR: Cleuzany Lott.

Advogada com especialização em Direito Condominial, MBA em Administração de Condomínios e Síndico Profissional, Presidente da Comissão de Direito Condominial da 43ª Subseção da OAB-MG, Governador Valadares e 3ª Vice-Presidente da Comissão de Direito Condominial de Minas Gerais, síndica, jornalista e palestrante.

No fim do ano, quando o espírito de Natal convida à reflexão, um tema ganha força dentro de muitos prédios: viver em condomínio está ficando pesado demais.

Cada vez mais, ouvimos pessoas dizendo que não querem mais morar em condomínio; outras só permanecem porque não têm alternativa. E, curiosamente, na maioria das vezes o problema não é o prédio — é a convivência.

A deterioração do clima comunitário tem raízes conhecidas: disputas de ego, articulações em “grupinhos”, conversas paralelas que inflamam mal-entendidos e transformam divergências pontuais em rivalidades pessoais.

Em condomínios pequenos, onde todos se encontram na garagem, no elevador ou na assembleia, ou nos grupos de whastApp, pequenos conflitos tomam proporções desnecessárias e desgastantes.

 

Estou ajudando a melhorar ou piorar meu condomínio?

Mas a verdade é simples e, ao mesmo tempo, profunda: a qualidade da convivência depende das pessoas. Depende do que cada um escolhe alimentar — o entendimento ou a desconfiança, a cooperação ou a disputa, a serenidade ou a picuinha. E, por isso, este é um bom momento para cada morador fazer uma pergunta sincera a si mesmo: estou contribuindo para o bem-estar do condomínio ou, mesmo sem perceber, estou ajudando a destruí-lo?

A vida em comunidade exige algo mais do que regras ou manuais internos: exige maturidade emocional. Problemas sempre existirão — lâmpadas, infiltrações, barulho, limpeza, obras. Mas nenhum desses problemas, por si só, arruína um condomínio. O que arruina é a maneira como lidamos com eles. O que desgasta é transformar uma divergência administrativa em conflito pessoal. O que afasta as pessoas é a certeza de que, a qualquer momento, podem ser alvo de comentários, acusações ou disputas que extrapolam o bom senso.

 

Que o incentivo promova o bem, e nunca a competição

E é por isso que, para além do cimento, do tijolo ou da liga que sustentam um prédio, o que realmente faz diferença é a paz. A paz cotidiana, silenciosa, que não aparece em planilhas, mas que define se o lugar onde vivemos será um lar ou apenas um endereço.

Condomínios harmoniosos não são aqueles sem problemas, mas aqueles em que os moradores se lembram de algo essencial: o objetivo é o bem comum — e ninguém “vence” quando a comunidade perde.

Neste Natal, talvez valha adotar um gesto simples e poderoso: trocar a pressa de julgar pela disposição de compreender. Diminuir o volume das disputas e aumentar o espaço da empatia. Rever atitudes, repensar palavras e reconhecer que, no final das contas, a convivência depende de cada um de nós.

Porque prédios são feitos de concreto — mas comunidades são feitas de escolhas. E sempre há tempo de escolher melhor.

Entrevista com Dr. Vander Andrade: A Voz da Profissionalização Condominial

O especialista Dr. Vander Andrade participará como palestrante no 15º Dia do Síndico em Juiz de Fora

Especialista afirma que síndicos e gestores precisam se capacitar para lidar com a complexidade atual.

Dr. Vander Andrade é uma das maiores autoridades do Direito Condominial no Brasil, atuando como advogado, professor, palestrante e autor de livros como o “Manual do Síndico Profissional”. Mestre e Doutor em Direito pela PUC/SP, e Pós-Doutor em Direito Constitucional Europeu, ele é CEO do Instituto Vander Andrade, focado em capacitação para síndicos e gestores. Sua contribuição é essencial para a profissionalização do segmento. Ele será uma das atrações especiais do Dia do Síndico, em 29 de novembro! A seguir, acompanhe a entrevista exclusiva dada à Revista O Síndico.

O Síndico: Qual a importância de formalizar o ensino para síndicos e gestores?

Dr. Vander Andrade: É muito importante que nós tenhamos em mente que tanto os síndicos, como os gestores de toda ordem, precisam se capacitar, precisam se profissionalizar, justamente pelo fato de que hoje a complexidade em que os condomínios se encontram não admitem experiências, nem aventuras, não permitem riscos acima dos admissíveis. Portanto, quando você se capacita e obtém conhecimento, você minimiza esses riscos e traz um modelo profissional de gestão. 

 

Qual a visão central do Instituto Vander Andrade para o setor?

O Instituto Vander Andrade tem um objetivo de trazer o conhecimento que não se encontra disponível no mercado.. Eu me refiro, por exemplo, ao conhecimento da LGPD, aos cursos de assembleias de condomínios. São cursos curtos para uma formação permanente, atualizadora. A ideia do Instituto também é de trazer o acesso mediante preços muito acessíveis de cursos sobre o dia a dia da gestão e do direito condominial.

Como sua atuação na OAB/SP melhora a legislação condominial?

A nossa atuação na Ordem dos Advogados do Brasil nos permite também colaborar com os colegas. Então eu transito em muitas subseções como convidado para trazer reflexões, ponderações, temas de interesse, assuntos palpitantes do dia a dia da advocacia condominial. E uma das características dos eventos da OAB é justamente abrir as portas não só para os advogados, mas também para todo o público que gira no entorno dos condomínios, como é o caso dos síndicos, das administradoras de condomínios. Portanto, esse público heterogêneo tem um grande espaço na OAB e esse encontro se viabiliza por meio destes eventos.

 

Vander Andrade: “Eu penso na importância de estar humildemente aprendendo constantemente”.

Qual a mudança, na sua visão, mais importante no mercado condominial recente?

Quando se fala em mudança no mercado condominial, eu falo no plural. Eu me refiro ao impacto das tecnologias, e essas tecnologias estão presentes em diversas nuances da gestão de condomínios. Quando você fala, por exemplo, na locação por aplicativos, nos mercadinhos autônomos, nas portarias remotas. Repare que em cada uma destas novas ferramentas, a tecnologia está presente. Portanto, para mim, a mais importante novidade é o impacto das novas tecnologias e o novo modo de viver e de administrar os condomínios.

 

Dê um conselho jurídico fundamental para um síndico novato.

Entender os modelos de gestão. Visitar os condomínios. Acompanhar o processo de gestão. Estudar e se preparar para o exercício desta função. Entender as nuances da responsabilidade. Portanto, a partir desta visão global, ele começa a dar os primeiros passos para iniciar a sua jornada como síndico profissional ou síndico orgânico.

 

Quais três grandes tendências para o futuro da gestão condominial?

Primeiro, o fortalecimento das assembleias condominiais. Daqui para frente, nós vamos ter um grande fortalecimento da força normativa das assembleias. O segundo é a solução negociada dos conflitos. O Poder Judiciário está muito abarrotado e nós precisamos encontrar soluções para alcançar a paz dentro dos condomínios. E o terceiro é a profissionalização dos síndicos e das assessorias técnicas. Os condomínios não mais trabalharão com pessoas despreparadas. Eles estarão cobrando e exigindo cada vez mais síndicos profissionais preparados, assessorias técnicas especializadas. Como exemplo, os arquitetos, os engenheiros, os advogados e as administradoras.

 

Quais as habilidades, além das legais, são essenciais para o síndico de hoje?

Dentre as habilidades do síndico atual, eu reforçaria as soft skills, as habilidades e competências que têm que ser desenvolvidas. Uma delas é a escuta ativa. A outra é a proatividade e a outra é a criatividade. Essas três soft skills, ao lado de tantas outras, ocupam e ocuparão um papel de proeminência na gestão de condomínios. Daí porque o síndico tem que desenvolver essas potencialidades.

 

O que o senhor vê como sua contribuição mais impactante para o setor condominial?

Eu acredito que a minha contribuição tem sido para a necessidade da constante capacitação, constante aprimoramento e um subir de régua. Ou seja, trazer a gestão para um nível mais elevado de alta performance, na linha das expectativas dos condôminos que estão aumentando, estão se tornando cada vez mais exigentes. Em termos de deixar um legado para o segmento, eu penso que a ideia realmente é trazer para o âmbito dos espaços de formação, um aprimoramento de todos os setores, de todos os profissionais. Se nós tivermos aprimorado, melhorado, formado, capacitado os nossos profissionais, acredito que esse terá sido um legado importante.

Como você lida com a responsabilidade de ser uma voz influente no ramo?

Eu não penso na importância de ser uma voz influente. Eu penso na importância de estar humildemente aprendendo constantemente, com o coração aberto, com a mente aberta para o aprendizado, e ter também a energia para ajudar na solução dos problemas, que são muitos, e a preocupação em fazer com que as soluções sejam as mais eficientes possíveis. 

Fonte: Revista O Síndico Edição 62

 

Gestão Condominial em Foco: Evento da OAB-MG Impulsiona Boas Práticas em Juiz de Fora

O evento lotou o auditório do Ritz Plaza Hotel.
Dr. Karol Durço (palestrante Advogado), Dr. Arão da Silva Jr. (OAB/JF), Dra. Silayne Viccini (OAB/MG), e Dr. Sérgio Nagasawa (palestrante Ministério do Trabalho).

Um marco na difusão de boas práticas de gestão condominial aconteceu em Juiz de Fora, no dia 18 de agosto,  foi promovido pela Comissão Estadual de Direito Condominial da OAB-MG, em parceria com a OAB-JF. O evento, intitulado “Seu condomínio sem risco: a boa gestão das relações de trabalho”, reuniu palestrantes de referência, autoridades da OAB-JF e um expressivo público de síndicos, advogados e gestores condominiais, fortalecendo um eixo de cooperação entre o mercado jurídico e o universo condominial.

 

A proposta central foi difundir conhecimentos essenciais para a gestão eficiente dos empreendimentos residenciais e comerciais, com foco na transparência, no cumprimento da legislação trabalhista e na prevenção de litígios.

O objetivo da Comissão Estadual de Direito Condominial da OAB-MG é ampliar o conhecimento necessário para que síndicos e administradores conduzam a gestão com excelência, assegurando procedimentos transparentes, seguros e juridicamente embasados. O evento de Juiz de Fora reforça a visão de que o mercado condominial pode evoluir para um patamar de maior profissionalização, com especialistas do Direito Condominial trabalhando lado a lado com os condomínios para prevenir conflitos, otimizar custos e melhorar a qualidade de vida dos moradores.

Palestra do Dr. Karol Durço no evento: Seu condomínio sem risco: a boa gestão das relações de trabalho

A meta é promover uma rede de conhecimento contínuo, capaz de oferecer soluções práticas, atualizadas e alinhadas às melhores práticas do mercado, fortalecendo a governança, a compliance e a gestão estratégica dos empreendimentos.

Dani Toledo (Toledo Conservadora), Márcio Tavares (Sindicon), Dra. Sylaine Viccini (OAB/MG) e Andrea Castilho (Grupo O Síndico).

O evento “Seu condomínio sem risco” sinaliza uma tendência decisiva: a integração entre expertise jurídica e prática condominial como caminho para a gestão transparente, eficiente e sustentável. A OAB-MG, a OAB-JF e a comunidade jurídica mostram-se comprometidas em levar o mercado condominial a um novo patamar, onde cada decisão é embasada em normas, boas práticas e diálogo aberto entre todos os atores envolvidos.

Fonte: Revista O Síndico Edição 61

Invictus: A Expertise de Grandes Centros agora em JF

A liderança compartilhada entre Thiago e Alice é um dos grandes diferenciais.

A Invictus nasceu em 2017, da busca de um serviço mais flexível e adaptável.

A gestão de um condomínio é uma tarefa complexa, que exige atenção constante a múltiplos detalhes — da limpeza e manutenção à segurança de cada morador. Em um mercado cada vez mais competitivo, a busca por parceiros que ofereçam soluções completas e de alta qualidade é a chave para o sucesso. É com essa proposta que a Invictus Segurança e Facilities inicia suas operações em Juiz de Fora, trazendo consigo uma bagagem de sucesso e inovação de grandes centros urbanos, como o Rio de Janeiro.

“Nosso propósito seria atender as demandas conforme cada cliente, nada engessado, mas sim, modelado conforme a necessidade. Nosso padrão seria essa adaptação a cada novo contrato”, explica Alice Coutinho, que fundou a empresa com seu marido Thiago Coutinho em 2017. Essa visão, lapidada por anos de atuação em metrópoles, consolidou a empresa com uma reputação de excelência e confiabilidade.

Conexão Pessoal e Profissional

A decisão de expandir para Juiz de Fora não foi apenas estratégica, mas também profundamente pessoal. Nascidos e criados na cidade, o casal Coutinho identificou oportunidades únicas. Eles perceberam que o mercado local valoriza os mesmos princípios que formam a espinha dorsal da Invictus: treinamento, capacitação, e valorização da mão de obra. O que a cidade pode esperar, portanto, é um serviço que eleva o padrão, com colaboradores que não apenas executam tarefas, mas que representam profissionalismo e segurança.

O grande diferencial, segundo Thiago, é a integração de soluções. Enquanto os serviços de facilities — como limpeza, manutenção predial, portaria e jardinagem — garantem a eficiência operacional, a segurança patrimonial atua para proteger o que é mais valioso. A união desses dois pilares permite uma gestão centralizada, otimizando custos e garantindo que cada aspecto do condomínio seja cuidado por uma única empresa de confiança.

Inovação e Transparência

A Invictus vai além do convencional. A empresa aposta na tecnologia para oferecer transparência e agilidade. “Utilizamos a supervisão online, onde o contratante e todos os usuários podem acompanhar as atividades registradas em nosso aplicativo. Isso traz transparência e agilidade tanto na comunicação quanto nos ajustes operacionais”, destaca Alice. Essa inovação não só facilita a rotina do síndico, mas também gera uma sensação de segurança e tranquilidade, um ponto de contato direto e instantâneo com a operação.

Essa paixão por inovação é um dos pilares do Grupo Invictus. Thiago Coutinho, com orgulho, revela que a empresa é pioneira mundialmente no lançamento de um aplicativo de gestão e monitoramento, a Escoltech, que hoje se consolidou como um negócio próprio e de sucesso. Essa expertise tecnológica reflete a seriedade com que a Invictus aborda o mercado, sempre buscando soluções que realmente façam a diferença.

Valores Inegociáveis 

Mais do que uma empresa, a Invictus é um negócio familiar. A liderança compartilhada entre Thiago e Alice é um dos grandes diferenciais. “Conseguimos unir complementaridade e alinhamento de propósito”, explica Thiago. Essa gestão humana e profissional se reflete em todos os aspectos da empresa, inclusive na forma como lidam com seus colaboradores e na visão de futuro.

Thiago e Alice têm uma visão clara para Juiz de Fora: “Acreditamos na capacidade da cidade em se reinventar, em se abrir para novos negócios, novas propostas, ideias tecnológicas”. Eles estão prontos para provocar mudanças, elevando a qualificação de todo o mercado de facilities e segurança e construindo relações de confiança baseadas em valores sólidos.

Para a Invictus, o sucesso não se mede apenas pelo faturamento, mas pela capacidade de manter a integridade, de transformar a vida das pessoas e de contribuir para a comunidade. Como patrocinadores de atletas e de projetos sociais, eles demonstram que seu papel vai muito além dos muros dos condomínios.

Se você busca um parceiro que combine a experiência e a estrutura de uma grande empresa com o toque humano e a inovação que o seu condomínio merece, a Invictus Segurança e Facilities está pronta para te atender.

Av. Barão do Rio Branco, 3.500, 2º andar, Passos, Juiz de Fora – MG

(32) 9989-0069

@invictusgrupo.oficial

 

Fonte: Revista O Síndico Edição 61

Confira a 62ª edição da revista O Síndico

A Edição 62 da revista O Síndico acaba de sair e está repleta de assuntos interessantes ao ramo condominial. Quer saber as matérias desta edição? Então se liga:

Editorial:

Um Novo Ciclo de Conquistas e Conexões 

Encerramos 2025 com o sentimento de dever cumprido e a alegria de celebrar 20 anos de trajetória do Grupo O Síndico. Foi um ano marcante, de retomada e consolidação. Trabalhamos com a energia renovada e com o entusiasmo de quem acredita no poder da comunicação e da união para fortalecer o setor condominial. Em duas décadas de história, seguimos firmes no propósito de informar, conectar e valorizar quem faz a diferença na vida em condomínio. 

Este ano, conquistamos avanços significativos. A aprovação da Lei Municipal que institui o Dia do Síndico e do Administrador de Condomínios, proposta pelo vereador Marlon Siqueira e sancionada pela prefeita Margarida Salomão, é um marco para toda a categoria. Outra iniciativa relevante foi a Lei Lixo Zero, que começará a transformar práticas de gestão ambiental nos condomínios da cidade — passos que mostram a evolução e a responsabilidade do setor perante a sociedade. Também foi um ano de grandes parcerias. Agradeço profundamente aos nossos anunciantes e parceiros, que acreditam no nosso trabalho e tornam possível levar informação de qualidade à comunidade condominial por meio da revista, do site e das redes O Síndico em revista sociais. 

Um reconhecimento especial aos síndicos, administradores e empresas que nos acompanham e confiam em nossas plataformas. Nada disso seria possível sem a dedicação e o talento da nossa equipe de jornalistas, designers, social media, profissionais de produção e consultores, que trabalham com criatividade e compromisso para fazer cada edição, postagem e projeto do Grupo O Síndico acontecer. A cada um deles, o meu mais sincero agradecimento. E à AacondoJF, nossa parceira na realização do Dia do Síndico e da FeicondJF, o nosso reconhecimento pela união de forças e pela contribuição incansável ao fortalecimento do setor. 

Olhamos para 2026 com entusiasmo e novos desafios. Planejamos projetos em sustentabilidade, comunicação online e offline e marketing digital, ampliando o alcance das marcas que confiam em nós e o atendimento ao nosso setor. Contamos com as empresas parceiras e com vocês, síndicos, para seguirmos inovando e crescendo juntos. Enquanto nos preparamos para o próximo ano, o calendário de 2025 ainda reserva um encontro imperdível: convidamos você a participar do 15º Dia do Síndico e da 2ª FeicondJF, que acontecerá em 29 de novembro. Será um dia de grandes palestras, debates práticos, vitrine de negócios e networking — uma oportunidade única para atualizar-se, trocar experiências e fortalecer laços com quem faz a gestão condominial acontecer. Não perca: participe, traga sua equipe e venha construir conosco soluções reais para o dia a dia dos condomínios. O portal sindicojf.com.br se renova também com novos colunistas, que chegam para ampliar o debate técnico e a troca de experiência sobre os desafios da gestão condominial. 

E, para fechar este ciclo com chave de ouro, esta edição especial traz temas que refletem o dinamismo e a transformação do nosso segmento: a administração humanizada na era da Inteligência Artificial, a adequação das garagens à nova diretriz nacional para recarga de veículos elétricos, a obrigatoriedade do responsável técnico químico em piscinas, a segurança contra furtos de cabos elétricos, e uma entrevista exclusiva com o Dr. Vander Andrade, que fala sobre a profissionalização e o futuro da gestão condominial. Aproveite a leitura, inspire-se e venha participar do Dia do Síndico — juntos faremos de 2026 um ano ainda mais inovador, unido e próspero!

Andrea Castilho
Editora revista O Síndico e CEO SíndicoJF Mídias Digitais

 

SUMÁRIO

➡️Artigo Lázuli Administração humanizada na Era da Inteligência Artificial

➡️Recarga de Veículos Elétricos Como adequar garagens à nova diretriz de segurança contra incêndio

➡️Segurança Como agir para prevenir furtos de cabos de energia em Juiz de Fora

➡️Tratamento Químico da Água Nova resolução exige responsável técnico para piscinas em condomínios

➡️Dr. Vander Andrade fala de capacitação, tecnologia e tendências na gestão em entrevista

➡️Impacto Administradora investe em capacitação e eleva empresa a novo patamar

Ficou curioso? Então acesse já a versão digital pelo link.

Já a versão impressa, circula em Juiz de Fora gratuitamente com tiragem de 4.000 exemplares por edição.

Fonte: Equipe SíndicoJF

Furto de cabos em vias públicas: o que o condomínio e o síndico podem fazer para prevenir e reagir a esse tipo de crime

ESCRITO POR: João Alberto Britto. 

CEO e Diretor Executivo da J A Consultoria, com vasta experiência na área de Segurança Corporativa. É Administrador de Empresas com ênfase em Comércio Exterior e possui diversas especializações: Inteligência Estratégica, Gestão de Crises Corporativas, Marketing Estratégico, Business Security e Gestão de Condomínios. Durante 20 anos atuou na Gerência de Segurança, Risco e Inteligência do Banco do Brasil, onde também foi educador corporativo e perito judicial. Além disso, conta com formações complementares em Segurança da Informação, Auditoria e Diagnóstico em Segurança, e Segurança em Condomínios, sendo egresso da 8ª Turma de Inteligência de Segurança Pública do SSPRJ. Atualmente, dedica-se à consultoria em segurança e à formação de profissionais e empresas na área, unindo experiência prática e sólida formação académica.

O furto de cabos de energia que passam pelos postes das ruas tornou-se uma cena cada vez mais comum nas grandes cidades brasileiras. Além do prejuízo financeiro às concessionárias, esse tipo de crime provoca apagões, riscos de choque elétrico, e afeta diretamente a segurança e a mobilidade dos moradores e condomínios vizinhos. Portões deixam de funcionar, sistemas de câmeras e cercas elétricas são interrompidos, e até a iluminação pública se torna falha, abrindo brechas para outras ações criminosas.

Embora os postes e redes externas não pertençam ao condomínio, o síndico pode e deve agir de forma estratégica, tanto antes quanto depois da ocorrência, adotando medidas que reforçam a prevenção, auxiliam as autoridades e protegem o entorno do patrimônio coletivo.

1 – Ações preventivas: o papel ativo do condomínio

Mapeamento e observação

O primeiro passo é mapear os pontos de vulnerabilidade no entorno do condomínio, como postes com cabeamento exposto, áreas com pouca iluminação e locais com histórico de furtos. O síndico deve contratar um consultor ou empresa de diagnóstico de segurança especializada em identificar vulnerabilidades e propor soluções. Algumas das informações devem ser repassadas em um relatório simples de risco perimetral a prefeitura ou concessionária. Avaliar a instalação de câmeras externas de alta resolução, capazes de cobrir a calçada e o entorno imediato. Estas e outras soluções de segurança devem ser propostas ao condomínio pelo profissional de segurança especializado.

Iluminação e vigilância

Mesmo que o poste seja público, a iluminação complementar feita pelo condomínio, como refletores ou balizadores de fachada voltados para a rua, ajuda a aumentar a visibilidade e inibir a ação de criminosos. Da mesma forma, câmeras voltadas para o portão ou fachada podem captar indiretamente a via pública, registrando movimentações suspeitas sem ferir o direito à privacidade.
Comunicação com a concessionária e órgãos públicos
Síndicos podem formalizar junto à concessionária de energia protocolos de solicitação de vistoria e troca de cabos expostos, além de relatar tentativas de furto ou fios soltos. Quando o condomínio mostra recorrência de ocorrências, as equipes técnicas tendem a priorizar a região. A comunicação com a Guarda Municipal e a Subprefeitura também é estratégica, quanto mais registros oficiais existirem, mais fácil é justificar instalações de câmeras públicas e reforço na iluminação viária.
Contrate empresa de monitoramento de alarme
Tenha alarmes sonoros que podem ser acionados em caso de movimentação suspeita

Campanhas educativas

Estimular moradores e funcionários a relatarem atividades suspeitas (como falsos técnicos ou movimentações noturnas próximas aos postes) é uma ação simples que salva vidas. Distribuir comunicados breves e informativos pelo grupo de mensagens do condomínio ajuda a criar vigilância participativa.

2 – Durante o evento: o que o síndico deve (e não deve) fazer

Ao perceber um furto em andamento, o síndico jamais deve se aproximar ou intervir. Criminosos especializados nesse tipo de crime geralmente trabalham em duplas ou trios, utilizando escadas e uniformes falsos. O ideal é registrar discretamente fotos ou vídeos à distância, acionar a Polícia Militar (190) e, se possível, a concessionária de energia, informando o poste ou local exato.
A prioridade deve ser preservar a própria segurança e a dos moradores, mantendo todos afastados da rede elétrica, já que cabos rompidos podem permanecer energizados e causar acidentes graves.

3 – Após o furto: medidas corretivas e estratégicas

Registrar um boletim de ocorrência detalhado, mencionando o impacto para o condomínio e a região ( o registro cria a “Mancha Criminal”). Encaminhar cópia do B.O. à concessionária, solicitando reposição do cabeamento e reforço na fiscalização. Manter contato com associações de bairro, para propor ações conjuntas de monitoramento comunitário. Emitir comunicado oficial aos condôminos, esclarecendo o ocorrido e reforçando as orientações de segurança.
A comunicação pós-evento é tão importante quanto a prevenção. Um síndico que mantém os condôminos informados demonstra gestão ativa e preocupação genuína com a coletividade.

Conclusão

O furto de cabos de energia em vias públicas vai além do dano material: é um ataque à infraestrutura urbana, transtorno aos moradores e até atinge à sensação de segurança. Diante dessa realidade, o síndico moderno precisa compreender que seu papel não se limita ao portão do condomínio. Ele é um agente de segurança comunitária, capaz de articular moradores, concessionárias e autoridades em torno de um objetivo comum: proteger pessoas, patrimônio e serviços essenciais.

 

 Confira a 61ª edição da revista O Síndico

A Edição Nº 61 da revista O Síndico,  especial em comemoração aos 20 anos do Grupo O Síndico, acaba de sair e está repleta de assuntos interessantes ao ramo condominial. Quer saber as matérias desta edição? Então se liga:

SUMÁRIO

➡️ Boas Práticas: Comissão Estadual de Direito Condominial realiza evento em JF

➡️ Lixo Zero: Nova legislação muda a gestão de resíduos sólidos na cidade

➡️ Biometria Facial: A tendência em segurança que merece atenção redobrada

➡️Conquista: Lei Municipal institui Dia do Síndico e do Administrador em JF

➡️Impacto Administradora: Responsabilidade e gestão profissional a favor do condomínio

➡️Andrea Castilho: 20 anos do Grupo O Síndico é comemorado em entrevista

➡️Grupo Invictus: A expertise dos grandes centros chegou a Juiz de Fora

Ficou curioso? Então acesse já a versão digital pelo link.

Já a versão impressa, circula em Juiz de Fora gratuitamente com tiragem de 4.000 exemplares por edição.

Fonte: Equipe SíndicoJF

Nova diretriz nacional traz regras para recarga de veículos elétricos em garagens

O crescimento da frota de veículos elétricos no Brasil vem transformando a rotina das cidades e, especialmente, dos condomínios. Para acompanhar essa realidade, foi publicada no dia 25 de agosto de 2025, a Diretriz Nacional sobre Ocupações Destinadas a Garagens e Locais com Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (SAVE), documento elaborado pelo CNCGBM/LIGABOM (Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares), que estabelece medidas mínimas de segurança contra incêndio e orienta os Corpos de Bombeiros em todo o país.

Confira a íntegra do documento aqui!

A norma traz pontos centrais que impactam diretamente síndicos e administradoras:

  • Instalações elétricas deverão seguir normas técnicas específicas, como a NBR 5410 (baixa tensão), NBR 17019 (instalações especiais para alimentação de veículos elétricos) e NBR IEC 61851-1 (sistemas de recarga de veículos elétricos);
  • Só serão permitidos os modos 3 e 4 de recarga, realizados em estações específicas (wallbox ou carregadores rápidos), oferecendo maior segurança em comparação ao uso de tomadas comuns.
  • As garagens precisarão contar com pontos de desligamento de energia próximos às estações de recarga e às entradas principais;
  • Sinalização, disjuntores independentes e distanciamento mínimo das vagas em relação às rotas de fuga também passam a ser exigidos;
  • Para novos empreendimentos, a diretriz determina a instalação de sistemas de detecção de incêndio, sprinklers, ventilação adequada e resistência estrutural mínima de 120 minutos ao fogo.

Nos edifícios já existentes, parte das exigências também será aplicada, principalmente a adequação das instalações elétricas e a criação de planos de gerenciamento de riscos.

Repercussão no mercado

A publicação da diretriz foi recebida como um passo necessário para dar segurança ao avanço da mobilidade elétrica no país. No entanto, entidades condominiais e empresas de administração já alertam que a aplicação das medidas exigirá planejamento financeiro, capacitação técnica e diálogo entre síndicos, moradores e fornecedores.

Por outro lado, a norma tem gerado controvérsia. Em nota oficial, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) reconheceu avanços no texto, mas apontou que a diretriz impõe custos desproporcionais a edifícios existentes, ao exigir sprinklers e sistemas de detecção em toda a garagem sempre que houver um ponto de recarga. Para a entidade, a medida pode ser interpretada como discriminatória contra a eletromobilidade, já que não exige as mesmas adaptações em garagens sem carregadores, mesmo diante dos riscos dos veículos a combustão.

A Diretriz entra em vigor em 180 dias após sua publicação, e caberá a cada ente federativo definir prazos de adaptação.

Em Juiz de Fora, o tema ainda será debatido com especialistas locais, mas já está claro que a diretriz inaugura uma nova etapa na relação entre mobilidade elétrica e gestão condominial, trazendo tanto oportunidades quanto desafios.

Fonte: Redação SíndicoJF